
A defesa de Jair Bolsonaro afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (27), que ele não utilizou o celular do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) durante visita na semana passada. Uma gravação do Jornal Nacional, da TV Globo, mostrou Nikolas com o aparelho durante o encontro, o que levou o ministro Alexandre de Moraes a pedir explicações.
"O peticionário reafirma que sempre cumpriu estritamente todas as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal, reiterando que não fez o uso de qualquer telefone celular, direta ou indiretamente, ao longo de todo o período em que esteve submetido à prisão domiciliar", afirmou a defesa.
Conforme os advogados, o ex-presidente cumpriu as regras "à exatidão", que incluíam a "proibição do uso de celular, diretamente ou por intermédio de terceiros". Ainda segundo a defesa, "não houve uso ou mesmo contato visual com o aparelho celular do deputado federal".
Moraes determinou que a defesa de Jair Bolsonaro explicasse o uso de celular pelo deputado Nikolas Ferreira durante visita realizada ao ex-presidente no dia 21 de novembro, quando ele ainda cumpria prisão domiciliar. O magistrado deu prazo de 24 horas para os esclarecimentos, a contar a partir de quarta-feira (26).
Segundo Moraes, a visita do parlamentar foi autorizada, mas a utilização de celulares estava proibida. A medida era válida para o ex-presidente e para visitantes.
Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em uma sala localizada na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. A pena foi definida na ação penal da trama golpista.



