
O registro do partido Missão, vinculado ao Movimento Brasil Livre (MBL), elevou para 30 o número de siglas em atividade no Brasil. O grupo reuniu as assinaturas necessárias e obteve o aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para funcionar.
Outros 23 partidos estão em processo de formação (veja a lista abaixo).
O Missão poderá disputar as eleições já a partir de 2026. A legenda é presidida por Renan dos Santos.
Criado em 2014, o MBL ganhou notoriedade nas manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff.
O partido adotou o 14 para a identificação urnas. O número foi abandonado pelo antigo PTB, em 2023, quando entrou em fusão com o Patriota, formando o PRD (25).
Últimas movimentações
A fundação do Missão foi a primeira mudança no mapa partidário do Brasil desde 2023. Naquele ano, além da criação do PRD, houve a fusão do antigo PSC ao Podemos e a incorporação do PROS ao Solidariedade.
Em 2025, o PSDB cogitou uma união com o Podemos. Os tucanos chegaram a aprovar a fusão das siglas, mas houve divergências na divisão das direções do novo partido, o que inviabilizou a proposta.
Para 2026, uma das mudanças previstas é a oficialização da federação partidária entre PP e União Brasil, batizada de União Progressista, já anunciada pelas agremiações.
Partidos em formação
Segundo o TSE, há outros 23 partidos em formação:
- Partido Ambientalista Animal
- Partido Brasileiro
- Consciência Democrática
- Partido Conservador Brasileiro
- Partido Esperança
- Evolução Democrática
- Igual
- Juntos pela República
- Meio Ambiente e Integração Social
- Movimento Consciência Brasil
- Ordem
- Partido do Autista
- Partido Direita Brasil
- Partido Brasil Novo
- Partido Capitalista Popular
- Partido Democrático Afro-Brasileiro
- Partido do Desenvolvimento Sustentável
- Partido da Segurança Privada
- Partido Trabalhista Brasileiro
- Partido Voz no Brasil
- Republicano Cristão Brasileiro
- União Democrática Nacional
- União Trabalhista Brasileira
Glossário da política
Criação/fundação
Quando um partido é fundado, é necessário cumprir uma série de requisitos. Entre eles, estão a elaboração de um programa e de um estatuto. Outra exigência é conseguir a assinatura de eleitores não filiados, no número de 0,5% dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, distribuídos por um terço ou mais dos Estados, com um mínimo de 0,1 % do eleitorado que tenha votado em cada um deles.
Exemplo: fundação do Missão.
Fusão
Ocorre quando dois ou mais partidos já existentes se unem, formando uma nova legenda. Os antigos partidos são extintos, enquanto o resultado da fusão precisa cadastrar novo nome, nova sigla e novo número, segundo o TSE.
Exemplo: a fusão de Democratas e PSL formou o União Brasil.
Incorporação
Ocorre quando uma legenda é absorvida por outra. A incorporação não exige mudança do nome, sigla ou número da sigla. O partido incorporado deixa de existir.
Exemplo: em 2023, o Solidariedade incorporou o PROS, que deixou de existir.
Mudança de nome
Os partidos políticos também podem solicitar alteração de nome e sigla junto ao TSE.
Exemplos: Cidadania (antigo PPS), MDB (antigo PMDB), PL (antigo PR), entre outros.
Federação
É uma reunião de partidos com o objetivo de permitir que as siglas atuem de forma unificada em todo o país. As federações precisam se manter ao longo de todo o mandato, ou seja, por ao menos quatro anos — podendo ser renovadas ou não. Esse tipo de formação pode ajudar partidos menores a superarem a cláusula de barreira.
Nesse caso, os partidos seguem existindo e não há uma fusão definitiva.
Exemplo: Federação Brasil da Esperança reúne PT, PCdoB e PV em todo o Brasil desde 2022.
Já a federação PSDB-Cidadania, também criada em 2022, será encerrada em 2026.
Coligação
Também é uma reunião de partidos, contudo, a aliança tem natureza essencialmente eleitoral. Isso significa que, após uma eleição, as coligações ficam extintas. A união só pode ser feita em eleições majoritárias (prefeito, governador ou presidente). As coligações podem unir diferentes partidos em diferentes territórios.




