
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (12), a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República. Foram 17 votos favoráveis e 10 contrários na sessão.
Durante a sabatina, Gonet defendeu a discrição para atuar na Procuradoria-geral da República (PGR). A aprovação também foi marcada por embates com opositores, especialmente por sua atuação na denúncia que levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista.
— Minhas manifestações se deram invariavelmente nos autos dos processos, sem vazamento nem comentário público, nenhum detrimento à imagem ou presunção de inocência dos investigados. O respeito ao sigilo judicial sempre foi obedecido de modo absoluto e assim continuará a ser — declarou.
Para seguir no cargo pelos próximos dois anos, Gonet ainda precisa ser aprovado pelo plenário do Senado. A votação está prevista para ocorrer ainda nesta quarta-feira já que a CCJ aprovou caráter de urgência. O procurador-geral precisa receber pelo menos 41 votos.
— Reafirmo o compromisso com o respeito, pela Procuradoria-Geral da República, às competências dos Poderes da República, o que se traduz em posição arredia à interferência sobre opções próprias dos Poderes integrados por agentes legitimados diretamente pelo voto popular — declarou na sabatina.
Gonet também defendeu que sua atuação como procurador-geral da República não criminalizou ou favoreceu lados políticos.
— As tintas da Procuradoria são lançadas nos papéis encaminhados às instâncias corretas. Essas tintas não têm cores de bandeiras partidárias. São resultado da avaliação mais ampla e mais detida possível, feita da forma mais sóbria, conscienciosa e respeitosa com todos os envolvidos — afirmou na sabatina.
