
Os ex-ministros de Jair Bolsonaro Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira foram presos pela Polícia Federal no início da tarde desta terça-feira (25). Eles foram encaminhados para o Comando Militar do Planalto, em Brasília.
Augusto Heleno é ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e Nogueira é ex-ministro da Defesa.
Em setembro, os dois foram condenados por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão ocorre após fim dos prazos para que as defesas dos condenados no chamado "núcleo crucial" da trama golpista apresentassem seus embargos de declaração.
O que dizem as defesas
Augusto Heleno
O advogado Mateus Milanez disse que a defesa se manifesta com profunda indignação e afirmou que o processo se desviou de sua finalidade por influência política.
"Reafirmamos nossa absoluta inocência do general Augusto Heleno. Diante da ilegalidade e de perseguição, nossa luta pela anulação deste processo viciado e pelo reconhecimento formal de sua inocência será incansável e intransigente", afirmou Milanez.
Paulo Sergio
A defesa do general Paulo Sergio Nogueira, ex-ministro da Defesa, disse que recebeu a decisão que executou as penas com "profunda irresignação".
De acordo com o advogado Andrew Fernandes, os recursos não eram protelatórios.
"Os embargos de declaração não eram protelatórios. Teses absolutórias levantadas pela defesa sequer foram apreciadas e o mais alarmante é que parte da pena aplicada carece da necessária fundamentação e dosimetria. Foi para sanar tais vícios que os embargos de declaração foram opostos", afirmou.
A reportagem busca contato com a defesa do almirante Almir Garnier.
Confira a condenação dos réus
- Augusto Heleno: condenado a 21 anos de prisão em regime fechado
- Nogueira: condenado a 19 anos de reclusão em regime fechado
Moraes declarou fim do processo de Bolsonaro
Mais cedo, o ministro do STF Alexandre de Moraes comunicou o trânsito em julgado da ação penal que condenou Jair Bolsonaro e outros sete por tentativa de golpe de Estado.
Desta forma, que não cabem mais recursos e está aberto o caminho para a execução das penas na prisão. Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado.
Bolsonaro preso
No sábado (22), Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal por risco de fuga. Ele admitiu que tentou romper usando um ferro de solda.
O risco iminente de fuga, somado a uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho dele, para a noite de sábado (22), motivou a decisão. A PF avaliou que a possível aglomeração motivada pelo ato representava risco para participantes e agentes policiais.
Na decisão que decretou a prisão preventiva, Alexandre de Moraes destacou que o condomínio de Bolsonaro em Brasília fica próximo a embaixadas — que são invioláveis — a uma distância que poderia ser percorrida em cerca de 15 minutos de carro.




