
Líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ) protocolou recurso contra o arquivamento do processo de cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL). O pedido foi encaminhado à Mesa Diretora da Casa na quarta-feira (23), horas após o Conselho de Ética barrar a representação.
"É uma vergonha o que aconteceu. Eduardo continua nos EUA conspirando contra o Brasil e cometendo crime de traição nacional. É um absurdo Eduardo Bolsonaro não ter sido cassado e ainda ter equipe de assessores paga com dinheiro público para seguir traindo os interesses nacionais direto dos EUA", publicou na rede social X.
Em sessão na tarde de quarta-feira, o Conselho de Ética registrou 11 votos favoráveis ao arquivamento do processo e sete contrários. A denúncia também havia sido apresentada pelo PT.
O novo pedido conta com as assinaturas de 86 parlamentares, conforme o g1. Para ser protocolado, o recurso necessitava do apoio de 52 deputados.
"O recurso busca garantir que a Câmara dos Deputados exerça plenamente sua jurisdição ética e disciplinar, assegurando a apuração dos fatos e a preservação da dignidade do mandato parlamentar. O arquivamento sumário da representação criaria precedente gravíssimo, legitimando atos de deslealdade constitucional e desrespeito às instituições" diz outra publicação de Lindbergh na rede social X, nesta quinta-feira (23).
Além desta queixa, há outras três representações contra Eduardo Bolsonaro. Os processos ainda não foram abertos pelo Conselho de Ética.
Barrado como líder da minoria
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), barrou a indicação de Eduardo para líder da minoria, em setembro.
O movimento faz parte de uma estratégia do PL para tentar assegurar o mandato de Eduardo, que não tem previsão para deixar os Estados Unidos e retornar ao Brasil.
Ele reside no país norte-americano desde fevereiro de 2025. Em 18 de março, ele anunciou que iria se licenciar do mandato e, em agosto, solicitou ao presidente Hugo Motta para exercer a função parlamentar à distância.


