
Após declarar que vai permanecer ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro dos Esportes, André Fufuca, foi afastado do partido Progressistas (PP). A decisão foi anunciada pelo presidente da sigla, Ciro Nogueira, nesta quarta-feira (8).
O apoio de Fufuca a Lula contraria a determinação do partido de que os filiados estariam proibidos de ocupar cargos no governo federal. Em setembro, a sigla decidir deixar a gestão Lula, junto com o União Brasil.
"Diante da decisão de desobedecer a orientação da Executiva Nacional do partido e permanecer no Ministério do Esporte, o ministro André Fufuca fica, a partir de agora, afastado de todas as decisões partidárias, bem como da vice-presidência nacional do partido", afirma o comunicado.
O ministro também deixará de liderar o Progressistas no diretório do Maranhão. "O partido reitera o posicionamento de que não faz e não fará parte do atual governo, com o qual não nutre qualquer identificação ideológica ou programática", prosseguiu o comunicado.
Nas redes sociais, Fufuca se pronunciou a respeito da decisão. No texto, o ministro afirma que a sua fidelidade é ao povo brasileiro e que seguirá "contribuindo de forma construtiva e dedicada para a boa gestão e governabilidade do país, lado a lado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva".
Processo de expulsão de Sabino
Outro ministro com situação semelhante é Celso Sabino, do Turismo. Ele é filiado ao União Brasil (UB), que também decidiu deixar o governo.
O ministro foi afastado preliminarmente das funções exercidas na gestão do partido nesta quarta-feira, enquanto um pedido para expulsão dele do União Brasil, alegando infidelidade partidária, é analisado. O prazo para isso, segundo o estatuto da sigla, é de até 60 dias.
Ele chegou a pedir demissão do governo em 26 de setembro, mas irá permanecer no cargo para acompanhar o presidente em agendas da COP30 no Pará.


