
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) como ministro da Secretaria-Geral da Presidência, nesta segunda-feira (20). O parlamentar assume o posto que era de Márcio Macêdo (PT).
No cargo, Boulos, 42 anos, terá um gabinete no Palácio do Planalto e ficará responsável pela interlocução do governo com movimentos sociais. Segundo nota (leia abaixo a íntegra) divulgada pelo governo, a nomeação de Boulos será publicada no Diário Oficial desta terça-feira (21).
"Convidei o deputado Guilherme Boulos para assumir o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ele vai substituir o companheiro Márcio Macedo na função, a quem agradeço por todo o trabalho realizado para a ampliação e o fortalecimento da participação social em nosso governo", escreveu Lula nas redes sociais.
No X, Boulos agradeceu o convite de Lula e afirmou que sua "principal missão será ajudar a colocar o governo na rua, levando as realizações e ouvindo as demandas populares em todos os Estados do Brasil".
"Minha grande escola de vida e de luta foi o movimento social brasileiro e levarei esse aprendizado agora ao Planalto. Presidente, sua confiança será honrada com muito trabalho!", completou o agora ministro.
O novo ministro
Boulos ganhou projeção política justamente por sua atuação nos movimentos sociais. Praticamente desde a origem do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), entre 2002 e 2003, foi o coordenador nacional da organização, o que lhe rendeu a fama na oposição de "invasor de casas", amplamente utilizada por adversários nos pleitos em que concorreu.
Professor, Boulos é formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), e disputou cargos no Executivo três vezes, aos quais não foi eleito.
A estreia do psolista foi em 2018, quando tentou a Presidência. Obteve 617.122 votos, ficando em 10º lugar entre os 13 candidatos do pleito. Em 2020, se candidatou a prefeito em chapa com Luiza Erundina (PSOL), recebendo 40,62% dos votos válidos no segundo turno contra Bruno Covas, do PSDB, que tinha Ricardo Nunes (MDB) como vice.
Ano passado, tentou novamente a Prefeitura, em chapa formada com a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) e com apoio de Lula, mas perdeu para Nunes, que teve o governador de São Paulo, Tarcísio Freitas (Republicanos), como principal cabo eleitoral.
O pleito foi marcado por baixarias, principalmente envolvendo o ex-coach Pablo Marçal (PRTB), que teve o psolista como principal alvo. Na véspera do primeiro turno, Marçal divulgou um laudo falso acusando Boulos de ter sido internado por uso de cocaína. O documento teve assinatura forjada de médico que já faleceu.
Em 2022, Boulos foi eleito deputado federal por São Paulo com mais de um milhão de votos, a maior votação entre candidatos paulistas, sendo um dos 13 parlamentares integrantes da bancada do PSOL em exercício.
Nota do governo federal:
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o deputado federal Guilherme Boulos nesta segunda-feira (20) e o convidou para ocupar o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Boulos irá substituir o ministro Márcio Macêdo na função. Márcio, a ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) e os ministro Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) participaram do encontro com o presidente. A nomeação de Boulos sairá publicada no Diário Oficial de amanhã."




