
Com a expectativa de um voto contundente já na largada dos trabalhos, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal retomou às 9h11min desta terça-feira (9) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista.
Relator do processo e principal alvo dos ataques verbais de Bolsonaro nos últimos anos, o ministro Alexandre de Moraes é o primeiro a falar.
Sem a presença do ex-presidente e do principal patrono de sua defesa, o criminalista Celso Vilardi, a sessão mais uma vez teve início com boa parte das poltronas esvaziada. Nenhum dos outros sete réus compareceu.
Um dos advogados de Bolsonaro, Paulo Bueno chegou às 8h30min e tirou do bolso do paletó um crucifixo de prata antes de passar pelo segundo detector de metais. Ele sentou-se na primeira fileira, no extremo oposto às poltronas ocupadas pelos quatro defensores do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, delator da trama golpista.
Questionado por GZH sobre a expectativa ante o voto de Moraes, Bueno foi lacônico:
— Se o julgamento for jurídico, ele (Bolsonaro) será absolvido. Confio na Justiça.
Antes do começo da sessão, Bueno conversou com o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), aliado incondicional de Bolsonaro. Zucco sentou na última fileira, espaço reservado para os parlamentares.
Ao lado dele, sucederam-se quatro deputados de esquerda: Rogério Correia (PT-MG), Ivan Valente (PSOL-SP), Talíria Perrone (PSOL-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
Como aumentou o número de jornalistas interessados na cobertura, o STF somou outras duas fileiras de cadeiras às quatro já existentes na semana passada, destinadas à imprensa. Cães farejadores, drones e dezenas de agentes armados reforçam a segurança na área externa.
No plenário, a mesa dos ministros é guarnecida por outros sete policiais. Ao todo, cerca de 20 agentes permanecem em plenário, de prontidão em pontos estratégicos da sala.

