
Único magistrado de carreira na Primeira Turma, Luiz Fux, 72 anos, transitou pela advocacia e pelo Ministério Público antes de se tornar juiz.
Perfil de Fux nas decisões
Foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Dilma Rousseff em 2011, ocupando a vaga de Eros Grau. Na época, a Corte estava prestes a começar o julgamento do mensalão.
Antes da indicação, Fux foi abordado por petistas graduados, numa tentativa de saber como ele atuaria no caso. Durante o julgamento, foi um dos juízes mais duros, acolhendo a teoria do “domínio do fato”, segundo a qual uma autoridade influente é responsável pelos crimes de subordinados.
Fux também votou pela prisão em segunda instância em 2016 e 2019 e manteve a rigidez nos processo da Lava-Jato. A posição firme acabou levando Sergio Moro a cunhar a célebre frase “in Fux we trust”, em alusão à confiança no ministro.
O perfil punitivista, porém, refluiu. Fux tem sido voz divergente nos processos do 8 de Janeiro. Após dizer que o STF tem julgado sob "violenta emoção", fez ressalvas à denúncia da Procuradoria-Geral da República e votou contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
Como Fux deve voltar no julgamento da trama golpista
Sua atuação recente indica que pode votar pela absolvição do ex-presidente ou por uma pena branda.
Histórico de Luiz Fux
Carioca formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Fux foi advogado da Schell antes de ingressar na Promotoria Estadual. Em 1983, passou em concurso para o Tribunal de Justiça.
Promovido a desembargador, chegou em 2001 ao Superior Tribunal de Justiça, onde se destacou na coordenação do grupo que elaborou a reforma do Código de Processo Civil.

