
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, nesta segunda-feira (22), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o influenciador Paulo Figueiredo por coação em processo judicial com o intuito de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O inquérito é sobre a atuação de Eduardo para atrapalhar o processo sobre golpe de Estado, em que o pai dele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão. Eduardo está nos Estados Unidos, onde mora desde março deste ano.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também pediu ao Supremo que a denúncia seja enviada à Câmara dos Deputados para adoção de medidas disciplinares contra o parlamentar:
"Peço, ainda, que seja oficiado o presidente da Câmara dos Deputados da apresentação desta denúncia e dos seus termos, que apontam atos de graves alcance institucional, para fins de avaliação disciplinar com repercussão sobre a largamente noticiada postulação, por parte primeiro denunciado, da condição de líder de bancada na Casa parlamentar, forma de justificação da sua permanência no exterior, de onde desenvolve as suas atividades malsãs", disse Gonet.
De acordo com a denúncia, como represália ao julgamento, o deputado atuou junto ao governo de Donald Trump para sancionar o Brasil e autoridades brasileiras, além de aumentar as tarifas de produtos brasileiros exportados aos EUA.
Manobra para assegurar mandato
Na semana passada, o deputado federal foi nomeado pelo Partido Liberal (PL) como líder da minoria na Câmara dos Deputados. A decisão foi anunciada na terça-feira (16) após a deputada Caroline de Toni (PL-SC) renunciar ao cargo.
O movimento faz parte de um estratégia do partido para tentar assegurar o mandato de Eduardo, que não tem previsão para deixar os Estados Unidos e retornar ao Brasil.




