
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (26) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "está caminhando para uma quarta eleição". A declaração foi dada durante discurso na abertura do evento Brasil do Futuro na organização Comunitas, em São Paulo.
— Vivemos um Brasil polarizado desde a eleição de 2022. Temos, pela primeira vez, um presidente da República eleito três vezes desde a redemocratização já caminhando para uma quarta eleição, em processo de reeleição — disse Motta.
Ele observou, ainda, que o Supremo Tribunal Federal (STF) está "julgando o ex-presidente Jair Bolsonaro, um líder político da direita". Jair Bolsonaro já foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.
— Temos também problemas internacionais, como decisões do governo americano de taxar o Brasil e de impor sanções a um ministro do Supremo — disse Motta.
Ao longo de sua participação, Motta destacou que o papel do Parlamento "não é derrotar tudo o que o governo federal manda" por pressão política da oposição. Ele ressaltou que a Casa deve priorizar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança e a reforma administrativa nos próximos meses.
— É isso que temos que fazer: ouvir governadores, prefeitos e entregar uma proposta melhor à sociedade.
PEC da Segurança
Ao longo do painel Segurança Pública: Fortalecimento da Justiça e Reforma da Legislação, ao lado do relator José Mendonça Bezerra Filho (União Brasil-PB), Motta salientou que a agenda da Câmara esteve voltada a outros temas, por isso o debate sobre segurança não avançou. Segundo o parlamentar, a escolha de Mendonça como relator buscou evitar a polarização, apesar da orientação de centro-direita do deputado.
— Os Estados hoje têm maior responsabilidade na segurança pública, mas também é preciso envolver os gestores municipais, que podem, com as guardas municipais e o policiamento de trânsito, ajudar numa cooperação com as polícias — completou Motta.
Ao comentar as prioridades da Câmara até o fim do ano, Motta disse que nos três meses que restam até o recesso parlamentar, a Casa deve concentrar esforços na PEC da Segurança, na reforma administrativa, na aprovação do novo Plano Nacional da Educação e na regulamentação da inteligência artificial. Acrescentou que, quem sabe até o fim do ano, essas matérias possam ser aprovadas com legislações modernas capazes de ajudar o país.



