Apoiadores de Jair Bolsonaro organizaram uma vigília em frente ao condomínio onde o ex-presidente reside e cumpre prisão domiciliar no bairro Jardim Botânico, em Brasília. Filhos do réu pela trama golpista, Carlos Bolsonaro e Jair Renan participaram da mobilização na noite de segunda-feira (1º).
O objetivo é demonstrar apoio a Bolsonaro, réu pela trama golpista entre 2022 e 2023. O julgamento do ex-presidente e aliados começou nesta terça-feira (2) no Supremo Tribunal Federal.
— É um sentimento de injustiça pelo o que pode estar sendo feito. Então a gente tem que vir aqui para agradecer a consideração que as pessoas têm para o meu pai e transmitir essa energia para ele, porque ele precisa disso nesse momento. A vida é assim, a pessoa que não tem espírito, ela é pobre — declarou Carlos Bolsonaro em vídeo publicado no Instagram.
Em um momento da vigília, os apoiadores deram as mãos, se ajoelharam e formaram uma roda de oração para orar pelo ex-presidente. Boa parte das pessoas presentes carregavam bandeiras do Brasil.
Jair Renan e Carlos Bolsonaro distribuíram abraços e palavras de gratidão aos apoiadores do pai, em frente ao condomínio de luxo Solar Brasília.
Julgamento no Supremo Tribunal Federal

Novecentos e sessenta e sete dias após os ataques do 8 de Janeiro, os principais acusados de planejarem um golpe de Estado para reverter o resultado da eleição de 2022 sentam-se no banco dos réus. Às 9h desta terça-feira (2), o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu então candidato a vice, general Braga Netto, preso desde dezembro de 2024 sob a acusação de obstruir a investigação, e outros seis detentores de altos cargos no governo anterior começaram a ser julgados no Supremo Tribunal Federal (STF).
O grupo, denominado pela Procuradoria-Geral da República como o “núcleo crucial” da intentona golpista, é acusado de cinco crimes, pelos quais pode ser sentenciado a até 43 anos de prisão em regime fechado. Outros 24 réus também são acusados de participar da tentativa de sedição, mas estão divididos em outros três núcleos e devem ser julgados até o final do ano pelo STF.
