
O governo dos Estados Unidos revogou o visto do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, em mais um episódio da escalada diplomática entre os dois países. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (22), segundo O Globo, e ocorre após críticas de Messias às sanções americanas e à falta de diálogo com a gestão do presidente Donald Trump.
Em nota oficial, Messias classificou a decisão como uma “agressão injusta” e reafirmou seu compromisso com a independência do Sistema de Justiça brasileiro. Ele vinha se manifestando publicamente contra sobretaxas impostas aos produtos nacionais e, em artigo publicado no jornal The New York Times, defendeu o respeito mútuo como base para as relações bilaterais.
Além do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (Alexandre de Moraes), foi incluída na Lei Magnitsky, que prevê sanções econômicas como bloqueio de bens e contas nos EUA. A empresa da qual Viviane e os três filhos do casal são sócios também foi alvo da norma.
Moraes já havia sido sancionado em julho, tornando-se o primeiro brasileiro incluído diretamente na legislação americana. Na mesma ocasião, Trump oficializou um tarifaço de 50% sobre exportações brasileiras, agravando o cenário de tensão diplomática.
Messias também criticou, em publicação na rede X, a revogação de vistos de ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, classificando os atos como arbitrários e assegurando que o Judiciário brasileiro não será intimidado.




