
Apesar de conceder nesta quinta-feira (18) o visto para que Alexandre Padilha, ministro da Saúde, participe da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em Nova York na próxima semana, os Estados Unidos restringiram a circulação do brasileiro. A família do ministro foi alvo de sanções em agosto (leia mais abaixo).
As autoridades norte-americanas determinaram que Padilha só poderá circular em uma área de até cinco quadras de distância do hotel onde ficará hospedado e realizar o trajeto até a sede da ONU, conforme O Globo.
Também existe a expectativa de que o ministro da Saúde acompanhe o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na conferência internacional da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A comitiva brasileira vai cumprir agenda nos Estados Unidos entre os dias 20 e 24 de setembro.
O visto de Padilha venceu em 2024. O ministro solicitou a renovação no dia 18 de agosto, poucos dias após o governo norte-americano cancelar os vistos da sua esposa e sua filha. Na época, a Casa Branca argumentou que médicos cubanos que trabalharam no Brasil durante o programa Mais Médicos, implementado em 2013, foram escravizados.
Na terça-feira (16), ainda com o visto em análise, Padilha desdenhou da demora para a emissão do documento.
— Esse negócio do visto é igual àquela música, "tô nem aí". Vocês estão mais preocupados com o visto do que eu. Eu não tô nem aí. Acho que só fica preocupado com o visto quem quer ir para os Estados Unidos. Eu não quero ir para os Estados Unidos. Só fica preocupado com o visto quem quer sair do Brasil, ou quem quer ir para lá fazer lobby de traição da pátria, como alguns estão fazendo. Não é meu interesse, está certo? — declarou.
