
A primeira sessão de julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus começou com cerca de 20 assentos vazios no plenário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Parte das poltronas alaranjadas ficaram vazias pela ausência da maioria dos réus – apenas o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da defesa, compareceu ao STF.
No braço esquerdo do único réu presente, uma tipoia. Em rápidas palavras aos jornalistas ao tomar assento, Nogueira, sentado na terceira fileira das poltronas, disse ter se lesionado jogando ping pong com o neto. O general manteve semblante sério e tranquilo, com movimentos e expressões discretas durante a primeira hora de julgamento.
Já os assentos de plástico do fundo da sala, destinados exclusivamente à imprensa, foram integralmente ocupados antes do início da sessão. Foram 80 credenciais internas distribuídas pela Corte para jornalistas – além de outros dois espaços dentro e fora do prédio destinados aos profissionais da imprensa.
Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, ao chegar ao plenário, manteve séria a fisionomia, enquanto na outra ponta da mesa Luiz Fux sorria discretamente e trocava meia dúzia de palavras com o colega Flávio Dino.
O acesso de jornalistas e visitantes ao prédio do Anexo II do STF – conhecido pelos frequentadores como Igrejinha, pela arquitetura peculiar – ocorreu sob forte esquema de segurança. Além de cadastro prévio e retirada de credencial na manhã do julgamento, os nomes permitidos para acessar o plenário passaram por identificação facial, checagem em raio X no andar térreo, nova checagem no terceiro andar e detector de metais.
Dentro do plenário, de pé, em pontos diversos, ao menos 18 policiais do judiciário armados e seguranças da Corte mantêm olhares atentos aos ocupantes dos assentos e aos movimentos periféricos. O amplo sistema de segurança, com centenas de homens e mulheres de forças de segurança e cães farejadores, seguirá até o fim do julgamento, previsto para o dia 12 de setembro.



