
O ministro do Turismo, Celso Sabino, oficializou que está deixando o cargo nesta sexta-feira (26), alegando motivos pessoais. A saída ocorre em meio à pressão do União Brasil, partido ao qual é filiado, que busca acelerar o desembarque do governo.
Sabino comunicou a decisão ao presidente Lula em reunião no Palácio do Planalto. O político afirmou que permanece no cargo até a próxima semana, a pedido de Lula, para entrega de obras em Belém. Cabe ao presidente assinar a demissão do ministro.
— Tive uma conversa hoje com o presidente da República, em virtude da decisão do partido ao qual eu sou filiado tomou, de deixar o governo, e vim hoje aqui cumprir o meu papel. Entreguei ao presidente a minha carta e o meu pedido de saída do Ministério do Turismo, cumprindo a decisão do meu partido — disse, em entrevista no Palácio do Planalto.
No último dia 18, o União Brasil aprovou uma resolução exigindo que filiados do partido deixassem o governo Lula em até 24 horas.
Celso Sabino já havia informado na semana passada que se demitiria do cargo, citando a necessidade de se alinhar às determinações do seu partido. Lula, contudo, pediu que o ministro esperasse o retorno dele da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
— A minha vontade clara é continuar o trabalho que a gente vem fazendo. A gente tem um trabalho de diálogo mantido e, hoje, o presidente sinalizou com essa possibilidade de ampliar esse diálogo junto com o partido União Brasil para gente ver quais serão as cenas dos próximos capítulos — acrescentou.
Celso Sabino, deputado eleito pelo Pará, estava à frente do ministério desde agosto de 2023 e vinha defendendo projetos voltados à ampliação do turismo interno e à atração de investimentos estrangeiros. Ainda não há definição oficial sobre quem assumirá o cargo interinamente.



