
O ex-presidente Jair Bolsonaro está inclinado a não comparecer presencialmente à primeira sessão de seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), marcada para esta terça-feira (02). A decisão final não foi comunicada aos aliados, mas o ex-presidente indicou que deve seguir a orientação de seus advogados, que é de permanecer em casa.
Para deixar a prisão domiciliar, o ex-presidente precisa encaminhar um pedido ao relator do processo, ministro Alexandre de Moraes. Assim como os demais réus, ele tem direito de estar presencialmente nas sessões. A leitura entre os aliados, contudo, é de que o resultado "já está dado", e que não haveria ganhos políticos com a exposição.
Ficar frente a frente com os julgadores já dividiu opiniões no momento em que a Primeira Turma do STF avaliou a aceitação da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). No primeiro dia, Bolsonaro decidiu de última hora comparecer à sessão. Acompanhado de deputados, viu o início da análise das acusações que logo depois o tornariam réu por cinco crimes.
No segundo dia, o ex-presidente avaliou instantes antes da sessão que não iria acompanhar a sequência da análise de abertura da ação penal. Alguns aliados souberam da decisão quando já estavam em deslocamento.
Parlamentares aliados do ex-presidente ficarão concentrados em Brasília, com reuniões paralelas às sessões marcadas para esta e para a próxima semana. Líder da oposição na Câmara, o gaúcho Luciano Zucco (PL-RS) vai receber deputados em sua residência na terça-feira (02) para discutir a estratégia de atuação.
O Congresso virou o principal reduto de resistência dos aliados de Bolsonaro. Após o ministro Moraes determinar a prisão domiciliar do ex-presidente, deputados e senadores ocuparam os plenários da Câmara e do Senado exigindo o avanço de pautas que beneficiam o ex-presidente, entre elas uma anistia ampla a todos os investigados pelo planejamento de golpe de Estado.






