
Os vistos da esposa e da filha de 10 anos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foram cancelados pelo Estados Unidos nesta sexta-feira (14).
A família recebeu um comunicado do consulado Geral dos Estados Unidos de São Paulo, informando a revogação. O visto do ministro estava vencido desde 2024, por isso não foi cancelado.
Os comunicados justificam a decisão afirmando que "surgiram informações indicando" que a mulher de Padilha e a filha não eram mais elegíveis.
As duas estão no Brasil. Com o cancelamento do visto, estão impedidas de entrar nos Estados Unidos.
"Atitude de covardia"
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou o ato dos EUA como "covarde". O ministro está com o visto vencido desde 2024, portanto, não é passível de revogação.
— Estou absolutamente indignado. É uma atitude de covardia — disse.
De acordo com Padilha, ele soube da sanção a partir de uma mensagem enviada pela esposa, já que o ministro cumpriu agenda nesta sexta-feira em Pernambuco.
Padilha questiona o fato de o governo de Trump ter aplicado uma sanção a sua filha de 10 anos e critica Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está vivendo nos Estados Unidos.
— As pessoas que fazem isso e o clã Bolsonaro, que orquestra isso, têm que explicar. Não para mim, nem só para o Brasil, mas para o mundo inteiro: qual o risco de uma criança de 10 anos de idade pode ter para o governo americano? — disse em entrevista nesta sexta-feira (15) à Globonews.
Vistos de funcionários ligados ao Mais Médicos são revogados
Na quarta-feira (13), os Estados Unidos cancelaram os vistos de Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais do ministério e atual coordenador-geral para COP30, "por sua cumplicidade" pelo programa Mais Médicos com a exportação de profissionais por Cuba.
Em uma postagem, a embaixada americana em Brasília, atribuída à Agência para as Relações com o Hemisfério Ocidental, descreveu o Mais Médicos como "um golpe diplomático que explorou médicos cubanos, enriqueceu o regime cubano corrupto e foi acobertado por autoridades brasileiras e ex-funcionários da Opas".
