
A Justiça da Itália decidiu que a deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) deve aguardar presa pelo processo de extradição. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (28).
Na quarta-feira (27), três juízes da Corte de Apelação do país europeu julgaram o pedido da brasileira de responder em liberdade e avaliaram que existe o "grau máximo" de risco de fuga, caso ela seja solta.
À jornalista Andréia Sadi, o advogado de Zambelli, Fabio Pagnozzi falou que, durante a audiência de quarta, o responsável pela perícia médica afirmou apenas que a deputada poderia continuar no cárcere, sem apresentar justificativas.
O advogado também negou o risco de fuga.
— Ela não tem nem passaporte italiano, nem passaporte brasileiro e não tem dinheiro porque o Alexandre de Moraes (ministro do STF) bloqueou as contas dela e do marido. Então, ela não tem como ir para outro lugar — disse
A primeira audiência do caso foi realizada em 13 de agosto. Na ocasião, a deputada licenciada alegou mal-estar e precisou de atendimento médico.
Zambelli está presa na Itália desde 29 de julho. Ela fugiu para o país após ser condenada em maio pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A parlamentar acumula ainda uma segunda condenação. No dia 22 de agosto, ela foi condenada a cinco anos e três meses de prisão pelo STF por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.

