
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse nesta quarta-feira (20) que o relatório da Polícia Federal (PF) que indiciou ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro mostra conversas normais entre "pai e filho e aliados".
"É lamentável e vergonhoso ver a Polícia Federal tratar como crime o vazamento de conversas privadas, absolutamente normais, entre pai e filho e seus aliados. O objetivo é evidente: não se trata de justiça, mas de provocar desgaste político", escreveu em publicação na rede social X.
Segundo ele, a atuação nos Estados Unidos "jamais" teve objetivo de interferir em processos no Brasil:
"Minha atuação nos Estados Unidos jamais teve como objetivo interferir em qualquer processo em curso no Brasil. Sempre deixei claro que meu pleito é pelo restabelecimento das liberdades individuais no país, por meio da via legislativa, com foco no projeto de anistia que tramita no Congresso Nacional", publicou o deputado.
PF indicia Eduardo e Jair
Em relatório de 170 páginas, a PF atribui os crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito por meio da restrição ao exercício dos poderes constitucionais.
O documento indica que foram extraídos do celular de Jair áudios e conversas com Malafaia e Eduardo Bolsonaro que haviam sido apagados, registros que reforçariam as tentativas de articulação para intimidar autoridades e atrapalhar inquéritos que apuram a trama golpista, conforme o g1.
Além disso, a PF encontrou no celular do ex-presidente um arquivo de texto de 33 páginas com última modificação em fevereiro de 2024. O conteúdo remete a pedido de asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei, conforme a polícia.


