
O ex-ministro da Justiça Anderson Torres afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não cometeu crime e pediu absolvição no processo que investiga tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Em alegações finais enviadas à Corte, a defesa de Torres sustentou que ele não participou de qualquer articulação golpista e que não teve envolvimento com os atos extremistas de 8 de janeiro de 2023.
Segundo o g1, os advogados alegam que Torres não tinha conhecimento da minuta de decreto encontrada em sua casa, que previa intervenção no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A defesa classificou o documento como “apócrifo” e “sem valor jurídico”, reforçando que ele jamais foi assinado ou encaminhado a qualquer autoridade.
A defesa também argumentou que Torres não poderia ser responsabilizado pelos atos ocorridos em Brasília, pois estava de férias na Bahia no dia da invasão às sedes dos Três Poderes. Os advogados afirmam que ele não foi informado previamente sobre os riscos de ataques e que não houve omissão por parte do então secretário de Segurança Pública do DF.
O ex-ministro é réu por omissão e por suposta participação em tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O processo está na fase final e será julgado pelo STF. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou pela condenação de Torres.
