
Diante da ocupação dos plenários por parlamentares de oposição ao governo desde terça-feira (5), os presidentes do Senado e da Câmara anunciaram medidas para manter as atividades legislativas.
Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) agendou para esta quarta-feira (6), às 20h30min, uma sessão presencial. Após quase duas horas, Motta tentou sentar na cadeira da presidência da Casa, mas foi impedido em um primeiro momento pelo parlamentar Marcel Van Hatten (Novo-RS). Após negociações, ele conseguiu chegar ao local.
Ele alertou que tentativas de bloqueio do acesso ao plenário poderão resultar na suspensão imediata dos parlamentares envolvidos. A Polícia Legislativa poderá ser acionada, se necessário, conforme o g1.
Sessão no Senado
Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, confirmou que a sessão deliberativa desta quinta-feira (7) será semipresencial, a partir das 11h. A decisão, segundo ele, busca garantir a continuidade dos trabalhos e evitar que a pauta da Casa seja interrompida.
— O Parlamento não será refém de ações que visem desestabilizar seu funcionamento. A democracia se faz com diálogo, mas também com responsabilidade e firmeza — declarou Alcolumbre.
Entre as prioridades, está o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até dois salários mínimos.
Entenda
As movimentações ocorrem após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Em protesto, aliados do ex-mandatário exigem o avanço de pautas como o impeachment de Moraes, a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro e o fim do foro privilegiado.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, anunciou na terça-feira (5) uma obstrução após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na Câmara dos Deputados, com esparadrapos na boca, parlamentares iniciaram na terça a ocupação da Mesa Diretora. A ideia é que os deputados permaneçam sentados nas cadeiras da Casa legislativa para impedir os trabalhos do plenário até que se aprove uma anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro e o impeachment de Moraes.
— Não sairemos daqui até os presidentes de ambas as Casas busquem uma solução de pacificar o Brasil — disse o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).
