
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a abertura de um inquérito contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para apurar suposta coação e obstrução de investigação que envolve organização criminosa.
A parlamentar anunciou, na terça-feira (3), que saiu do Brasil e pretendia viajar para a Europa. Nesta quarta, a assessoria da deputada confirmou ao g1 que ela está na Flórida, nos Estados Unidos. Mais cedo, Moraes havia determinado a prisão preventiva de Zambelli.
Na decisão, Moraes disse que manifestações e ações da parlamentar indicam risco de reiteração criminosa e tentativa de "descredibilizar das instituições democráticas brasileiras"
"As diversas entrevistas da ré, em 3/6/2025, indicam que a sua fuga do território nacional se reveste, além da tentativa de impedir a aplicação da lei penal, também, na reiteração das condutas criminosas de atentar contra as Instituições, por meio de desinformação para descredibilizar das instituições democráticas brasileiras e de interferir no andamento de processos judiciais em trâmite nesta CORTE", disse o ministro.
PF monitorará redes sociais da deputada
Moraes também determinou que a Polícia Federal monitore e preserve conteúdos das redes sociais ligadas à deputada e realize oitivas em até 10 dias. O ministro autorizou que a deputada seja notificada por meios eletrônicos e que a manifestação seja por escrito.
Pela decisão, o Banco Central também deverá informar valores e remetentes de transferências via Pix a Zambelli nos últimos 30 dias.
Condenada a 10 anos de prisão
Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão, perda do mandato parlamentar e inelegibilidade por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).