
A ex-ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, assumiu nesta segunda-feira (5) o comando do Ministério das Mulheres, substituindo Cida Gonçalves. A cerimônia foi realizada durante a manhã no Palácio do Planalto, em Brasília.
A posse pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi confirmada em nota divulgada pela pasta por volta das 13h30min. A exoneração de Cida e a nomeação da nova ministra devem ser publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) ainda nesta segunda, segundo o texto.
O presidente ainda compartilhou uma postagem sobre a posse de Márcia no perfil oficial dele no Instagram.
"Eu e a ministra Gleisi Hoffmann recebemos hoje (segunda) pela manhã, dia 5 de maio, no Palácio do Planalto, a assistente social, professora e ex-ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, a quem nomeei e dei posse no cargo de Ministra das Mulheres, em substituição à companheira Cida Gonçalves, que também participou do encontro", escreveu.
Em publicação nas redes sociais, Márcia afirmou que aceitou o convite de Lula “com alegria e senso profundo de responsabilidade”:
“Assumo essa missão com humildade, coragem e o compromisso de toda uma trajetória dedicada à justiça social, à defesa dos direitos humanos e à construção de políticas públicas que transformam vidas, especialmente a vida das mulheres neste país”, escreveu.
Quem é Márcia Lopes
A assistente social e professora paranaense Márcia Lopes, 67 anos, já foi ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em 2010, também no governo Lula.
Ela é filiada ao PT e irmã de um dos aliados históricos de Lula, Gilberto Carvalho, que foi chefe de gabinete da Presidência da República durante os oito primeiros anos do governo Lula e ministro-chefe da Secretaria-Geral durante o primeiro governo de Dilma Rousseff.
Assédio moral e xenofobia
Cida Gonçalves já vinha tendo a sua gestão contestada por conta de polêmicas à frente do ministério. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP) decidiu arquivar em fevereiro um conjunto de denúncias que imputava assédio moral à ministra.
Além disso, Cida e a secretária-executiva da pasta, Maria Helena Guarezi, eram acusadas de comportamento possivelmente xenofóbico em relação a servidoras do Pará e, no caso da secretária, de uma suposta ofensa racial.
Duas trocas em uma semana
Com a saída de Cida, o governo Lula tem a segunda troca em uma semana. Na sexta-feira, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, pediu demissão do cargo após reunião com Lula. A saída foi consequência do escândalo dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).





