O secretário adjunto do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Don Graves, disse nesta quarta-feira (18) que, na avaliação do governo norte-americano, o Brasil terá eleições "livres e justas". Em seu último dia de uma visita ao Brasil, na qual foi acompanhado por mais de 70 empresas, Graves disse, ainda, que ele e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acreditam na "força e estabilidade" da democracia brasileira.
— Acreditamos que o sistema brasileiro, como tem feito repetidamente, produzirá um vencedor e isso será feito de maneira livre e justa — afirmou ele, após ser questionado sobre se há preocupação no governo Biden sobre um eventual golpe no Brasil.
— A comunidade de negócios também acredita que o Brasil terá eleições livres e justas e que a relação continuará firme como antes. A real preocupação é com as cadeias de produção, com a inflação — completou.
Graves defendeu a necessidade de que as etapas das cadeias de produção sejam trazidas para mais perto dos Estados Unidos, e disse que está conversando com o Brasil sobre oportunidades nesse sentido.
— Temos conversas com o Brasil nas áreas de semicondutores, manufaturados, agricultura e saúde — disse.
Em conversa com jornalistas, Graves disse manter "discussões profundas" com o Brasil para encontrar maneiras de aumentar a quantidade de fertilizantes a que o país tem acesso, frente à guerra da Rússia contra a Ucrânia, os principais fornecedores do insumo para o país.
— Estamos procurando maneiras de os Estados Unidos também apoiarem o Brasil diretamente com fertilizantes adicionais — afirmou.
No último dia de sua visita ao país, o representante do governo norte-americano conversou com jornalistas em Brasília e disse que a viagem tem o objetivo de aprofundar a relação comercial entre os dois países.
— Queremos aumentar investimentos dos Estados Unidos no Brasil e de brasileiros nos Estados Unidos — observou.
Em encontros com autoridades do governo e representantes da iniciativa privada, Graves discutiu também a implementação da tecnologia 5G - os EUA defendem a adoção de tecnologias do País, em contraponto a empresas chinesas.
— Discutimos a necessidade de segurança no 5G para proteger contra questões que vimos em outros países. Acreditamos que companhias americanas fornecem segurança — disse.
Graves destacou que a missão ao Brasil foi uma das maiores da história recente - teve a presença de quase 70 companhias - e discutiu temas como facilitação de comércio, práticas regulatórias e acordos já firmados entre os dois países.


