
O Diário Oficial da União desta quarta-feira (3) traz a nomeação do general Eduardo Pazuello como ministro interino da Saúde. A oficialização, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, ocorre 19 dias após a saída de Nelson Teich do comando da pasta, cargo que ocupou por menos de um mês.
Apesar do decreto desta quarta, Pazuello já vinha comandando o Ministério da Saúde de forma interina. Bolsonaro, inclusive, chegou a afirmar que o militar — até então secretário-executivo da pasta — ficará "por muito tempo" na função.
— Ele vai ficar por muito tempo, esse que está lá. Ele é um bom gestor e vai ter uma equipe boa de médicos de baixo dele — afirmou o presidente em 20 de maio.
Mesmo interinamente, Pazuello já vem trabalhando com desenvoltura de titular. No período em que está chefiando o ministério, já nomeou diversos militares de alta patente em cargos de confiança na cúpula da pasta.
Quem é Eduardo Pazuello
O general Pazuello é carioca e se formou na Academia Militar das Agulhas Negras. Concluiu o curso em 1984, como oficial de intendência.
No Exército, comandou o 20° Batalhão Logístico Paraquedista e dirigiu o Depósito Central de Munição, ambos no Rio. Como general, comandou a 12ª Região Militar, em Manaus.
Não tem qualquer formação na área de saúde e é considerado um especialista em logística. Realizou o curso de Comando e Estado-Maior no Exército, o curso de política e estratégia aeroespaciais, na Força Aérea Brasileira (FAB), e exerceu como general a assessoria de Planejamento, Programação e Controle Orçamentário do Comando Logístico do Exército.
Foi também comandante da Base de Apoio Logístico do Exército e da coordenação logística das Tropas do Exército Brasileiro empregadas nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos no Rio de Janeiro, em 2016.
Foi por suas diversas passagens pelo Rio que chamou a atenção do então deputado federal (hoje presidente da República) Jair Bolsonaro, cuja base eleitoral é naquele Estado.
Em 2018, Pazuello, já na Amazônia, coordenou a Operação Acolhida, força-tarefa montada em Roraima para receber imigrantes venezuelanos, numa das maiores crises humanitárias registradas na América. Lá, virou uma espécie de coringa, tanto que virou secretário da Fazenda em Roraima, quando aquele Estado sofreu intervenção federal. Ocupou o cargo de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019 e, graças aos laços com o governo federal, conseguiu regularizar o pagamento dos servidores públicos, que estava em atraso.




