
O presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha, teve a demissão antecipada pelo presidente Jair Bolsonaro em um café com jornalistas, no Palácio do Planalto, na manhã desta sexta-feira (14). O motivo seria o comportamento "sindicalista" do militar que, recentemente, participou de audiência pública realizada no Congresso.
Na ocasião, Cunha mencionou que a empresa não seria privatizada, apesar de a venda irrestrita de estatais ser uma das principais bandeiras da equipe econômica do governo, comandada pelo ministro Paulo Guedes. Em entrevista à Veja, há duas semanas, Bolsonaro afirmou ter dado "sinal verde" para a privatização.
Bolsonaro disse que a exoneração deve ocorrer nos próximos dias. O nome do substituto ainda está em estudo pelo Executivo.
Ao demonstrar que gostaria de manter o general Santos Cruz, demitido nesta quinta-feira (13) do comando da Secretaria de Governo, o presidente foi questionado se a escolha poderia recair sobre ele. Bolsonaro afirmou que é uma hipótese, mas dependeria da aceitação do militar.



