Daqui a menos de um mês, será dada sequência às audiências das testemunhas do caso de improbidade administrativa que corre contra a ex-governadora Yeda Crusius (PSDB). As audiências serão realizadas na 3ª Vara Federal, por videoconferência, em Santa Maria. Os depoimentos estão previstos para ocorrer em 30 de novembro e em 1º de dezembro.
Nessa fase, serão ouvidas as testemunhas apontadas pela defesa de Yeda Crusius. Foram apresentados 10 nomes.
Entre eles estão nomes ligados à gestão dela (2007-2010), são eles: Adilson Troca (que foi líder do governo Yeda na Assembleia Legislativa), Ana Maria Pellini (ex-secretária Geral de Governo e presidente da Fepam), Ildo Mário Szinvelski (que foi diretor-técnico do Detran em 2009), Elói Francisco Guimarães (secretário de Administração e de Recursos Humanos), Edson Francisco Pacheco Guimarães, Francisco de Assis Cardoso Luçardo (chefe-adjunto da Casa Civil e secretário de Transparência), Maria Leonor Luz Carpes (secretária de Administração), Ricardo Englert (secretário da Fazenda) e Sérgio Fernando Elsenbruch Filomena (diretor-presidente do Detran). Também está previsto o depoimento, por meio de carta precatória, do prefeito de São Gabriel, Rossano Dotto Gonçalves (PDT).
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Do lado do MPF
No começo de outubro, o juiz federal Loraci Flores de Lima ouviu oito testemunhas apontadas pela acusação, feita pelo Ministério Público Federal (MPF). Entre os nomes ouvidos estiveram Paulo Feijó (ex-vice-governador de Yeda), Cesar Buzatto (ex-chefe da Casa Civil), o atual deputado estadual Enio Bassi (PDT), que foi secretário da Segurança Pública de Yeda e Flavio Vaz Netto (ex-presidente do Detran de 2007 a 2010 e condenado em 2ª instância pelo TRF4).
A ação de improbidade administrativa — ao mesmo tempo em que tramita, agora, na Justiça Federal de Santa Maria — segue em análise quanto a sua aceitação no STJ e também no Supremo Tribunal Federal (STF).

