
A Polícia Federal (PF) confirmou em nota oficial que o grupo de trabalho da Lava-Jato em Curitiba não terá mais dedicação exclusiva à operação. A informação havia sido revelada no início da tarde pelo site da revista Época.
Os agentes e delegados que atuavam em conjunto com os procuradores da República passam a integrar a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor). Nos bastidores, a decisão é atribuída ao diretor da PF, Leandro Daiello.
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Segundo a reportagem, o fim do grupo de trabalho foi comunicado informalmente aos quatro delegados que ainda restavam na Lava-Jato. Segundo a nota oficial da PF, os investigadores das operações Lava-Jato e Carne Fraca irão atuar em conjunto, priorizando "investigações de maior potencial de dano ao erário". A PF diz ainda que o novo contingente terá o reforço de policiais do Espírito Santo, incluindo dois ex-integrantes da própria Lava-Jato.
No auge das apurações, a Lava-Jato chegou a contar com nove delegados.. Em maio, esse efetivo foi reduzido em um terço, para seis delegados. Os quatro restantes agora trabalham com menos verbas e um contingente também menor de agentes, escrivães e peritos. Com o fim da dedicação exclusiva, policiais e procuradores temem pelo futuro das investigações e falam em "asfixia" produzida pelo governo. Eles afirmam que já não há garantias de que novas fases possam ser deflagradas, com prisões, conduções coercitivas e mandados de busca e apreensão.
Leia abaixo a íntegra da nota enviada pela PF sobre a mudança:
1. Tendo em vista que cada delegado do Grupo de Trabalho da Lava-Jato possuía cerca de vinte inquéritos cada um, essa equipe, juntamente com o Grupo de Trabalho da Operação Carne Fraca, passou a integrar a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (DELECOR);
2. A medida visa priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário, uma vez que permite o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilita o intercâmbio de informações;
3. Com a nova sistemática de trabalho, nenhum dos delegados atuantes na Lava- Jato terá aumento de carga de trabalho, mas, ao contrário, ela será reduzida em função da incorporação de novas autoridades policiais;
4. O número de policiais dedicados a essas investigações chega a 70;
5. A iniciativa da integração coube ao Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado do Paraná, delegado Igor Romário de Paula, coordenador da Operação Lava-Jato no estado, e foi corroborada pelo Superintendente Regional, delegado Rosalvo Franco;
6. O modelo é o mesmo adotado nas demais superintendências da PF com resultados altamente satisfatórios, como são exemplos as operações oriundas da Lava-Jato deflagradas pelas unidades do Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo, entre outros;
7. Também foi firmado o apoio de policiais da Superintendência do Espírito Santo, incluindo os delegados Márcio Anselmo e Luciano Flores, ex-integrantes da Operação Lava Jato;
8. O atual efetivo na Superintendência Regional no Paraná está adequado à demanda e será reforçado em caso de necessidade;
9. Conforme nota divulgada no dia 21/05/2017, deve-se ressaltar que as investigações decorrentes da Operação Lava-Jato não se concentram somente em Curitiba, mas compreendem o Distrito Federal e outros dezesseis estados;
10. Desde o início, a Polícia Federal, de forma republicana e sem partidarismos, trabalha arduamente para o êxito das investigações, garantindo toda a estrutura e logística necessária para o esclarecimento dos crimes investigados.
Divisão de Comunicação Social



