
Na véspera da definição do primeiro turno, o mapa das eleições para governador nos Estados ainda mostra cenários bastante distintos, segundo as pesquisas de intenção de voto mais recentes. Enquanto em algumas unidades da federação os dois primeiros candidatos disparam, em outras, uma terceira via ainda respira. E uma parcela flerta com eleitos já no domingo (4).
Considerando os percentuais das pesquisas consultadas, há candidatos com mais de 50% das intenções de voto em pelo menos cinco Estados — Amapá, Mato Grosso do Sul, Piauí, Roraima e Santa Catarina —, o que indica possibilidade de definição no primeiro turno. O critério oficial, porém, considera a maioria absoluta dos votos válidos, excluindo brancos e nulos. Se seguirmos esse parâmetro, esse número pode saltar para 14 Estados, conforme levantamento da Folha de S. Paulo.
No Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) seguem como primeiros colocados nos levantamentos. Para o Estado, a reportagem fez uma média dos resultados dos quatro principais candidatos nas últimas três pesquisas divulgadas até sexta-feira (2): Quaest, Real Time Big Data e Atlas Intel.
Em outros Estados, como Pernambuco, onde Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), estão separados por apenas dois pontos percentuais, a disputa é ainda mais acirrada, segundo a última Datafolha.
Terceiras vias
Em algumas localidades as pesquisas não apontam para uma disputa entre somente dois candidatos, com a chamada terceira via lutando pela preferência do eleitorado. E há Estados onde os líderes das pesquisas assistem à disputa entre os adversários que brigam por uma vaga na segunda etapa do pleito. Um dos exemplos mais claros disso é o Amazonas, onde Omar Aziz (PSD) aparece na liderança, com 29% em uma das principais pesquisas, seguido por Maria do Carmo (PL), com 19%, e Roberto Cidade (UNIÃO), anotando 18%. No Paraná, Sérgio Moro (PL) lidera com 36%, observando um embate acirrado pelo segundo lugar entre Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT).
Outro movimento clássico de pesquisas eleitorais é a diferença e alternância de lugares, dependendo do instituto ou da pesquisa. Mas vale lembrar que esses levantamentos têm formas diferentes de coleta. Alguns usam apenas coletas presenciais, enquanto outros usam contato via telefone ou misto. Além disso, são um recorte do período em que foram realizados. Qualquer fato novo pode mudar o que foi captado na referida data.
A reportagem leva em conta, principalmente, as pesquisas Quaest, Datafolha e Real Time Big Data mais recentes até o meio-dia de sexta-feira.




