
A dois dias da eleição, a corrida pelas duas cadeiras do Rio Grande do Sul no Senado Federal permanece marcada por extrema indefinição e equilíbrio.
Com um cenário em aberto e um grande contingente de eleitores definindo o segundo voto na última hora, cinco candidaturas chegam à reta final com chances reais de vitória: Germano Rigotto (MDB), Manuela D'Ávila (PSOL), Marcel van Hattem (NOVO), Paulo Pimenta (PT) e Sanderson (PL), todos em empate técnico segundo a mais recente pesquisa Quaest encomendada pelo Grupo RBS.
Confiar a seguir a estratégia de cada um deles para a reta final da campanha eleitoral e assista ao episódio do videocast Conversa de Gabinete sobre o tema.
Germano Rigotto (MDB)

O ex-governador Germano Rigotto faz da Serra sua fortaleza eleitoral na reta final da campanha. Natural de Caxias do Sul, ele percorre a região no final de semana. Alvos de ataques do campo conservador e até de um pedido para que renuncie à candidatura como fez Ricardo Salles (Novo) em São Paulo, Rigotto e seus apoiadores reagiram com indignação e mantiveram o foco em propostas institucionais e projetos para o Judiciário. A campanha conta com a lembrança do eleitor, mas trabalha para atrair o voto de novas gerações.
Manuela D'Ávila (PSOL)

A candidatura de Manuela D'Ávila aposta na presença ostensiva nas ruas e no apoio de uma rede de voluntários na Região Metropolitana e na Capital. Com o reforço de um carro de som obtido nos últimos dias, a campanha vai percorrer feiras, bairros e pontos de grande circulação de pessoas. O itinerário de começa em Alvorada e termina na Cidade Baixa, no fim do dia. A aposta principal da ex-deputada está no engajamento individual, especialmente do público feminino, para que cada simpatizante conquiste mais um voto.
Marcel Van Hattem (NOVO)

Com forte apelo junto ao eleitorado conservador, Marcel Van Hattem foca na reta final em puxar votos para Sanderson (PL), consolidando a dobradinha com o colega de chapa. A estratégia da campanha busca orientar o eleitorado que pede sugestão para o segundo voto a não migrar para candidaturas de centro ou de esquerda, tendo Germano Rigotto (MDB) como alvo principal. O atual deputado federal também concentra o discurso em críticas ao STF.
Paulo Pimenta (PT)

O ex-ministro Paulo Pimenta planejou a campanha de forma a fortalecer seu nome primeiro no Interior e depois investir na Região Metropolitana. Amparado em bases eleitorais históricas na Fronteira Oeste, Campanha, Zona Sul e Região Central, o candidato agora concentra forças em carreatas, caminhadas e panfletagens no eixo Porto Alegre-Canoas. A narrativa foca na sua experiência parlamentar e na proximidade com o governo federal para atuar como interlocutor do Estado em Brasília.
Sanderson (PL)

Para Ubiratan Sanderson (PL), o principal desafio é convencer o eleitor de direita a não desperdiçar o segundo voto em branco ou nulo — fenômeno registrado em eleições anteriores com escolha dupla para o Senado. A campanha busca reforçar a dobradinha com Marcel Van Hattem (Novo) e explorar temas como segurança pública, responsabilidade fiscal e a sua atuação durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, além de críticas ao STF e o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro.


