
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, voltou ao Rio Grande do Sul neste sábado (5). O ex-governador de Goiás visitou a Expointer, feira agropecuária que ocorre no Parque Assis Brasil, em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre.
— Sou criador de cavalo crioulo, apaixonado pela Expointer. É algo que realmente me motiva, ver a garra, a determinação e a coragem desse povo. Quero poder chegar à Presidência para poder retribuir o que o gaúcho fez pelo Brasil, resgatando a sua história no centro-oeste e no norte desse país — disse ao chegar no evento.
Ao citar as investigações referentes a Daniel Vorcaro e ao Banco Master, o candidato defendeu que "o Supremo quebre o sigilo de todos os escândalos que existem":
— É inaceitável, e seria um golpe à democracia brasileira, o povo brasileiro não saber o que consta ali, porque a população sabendo, logicamente, não vai votar neste que está comprometido — afirmou.
Caiado também falou sobre o resultado das pesquisas, que mostram Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na frente:
— Não é possível nós termos no Brasil dois polos, um contra o outro, as maiores rejeições. Sem dúvida, eles não têm nada para oferecer ao país. Ao contrário, eles têm a esconder os escândalos em que eles estão envolvidos — pontuou.
Na agenda do ex-governador de Goiás, estava previsto ainda um almoço com representantes da Federação da Agricultura do RS (Farsul) e visita a outros setores da Expointer.
Visita ao RS em julho
Em julho deste ano, Caiado já havia visitado o Estado, quando passou por Santo Ângelo e Porto Alegre. Na ocasião, o candidato prometeu alterar a Constituição Brasileira para dar mais autonomia aos Estados, elevou o tom das críticas ao governo Lula ao comentar a crise comercial com os EUA e afirmou que "quem está prejudicando a campanha do Flávio (Bolsonaro) é ele mesmo", quando comentou as relações do candidato do PL com Vorcaro.
Ao comentar a política externa, Caiado afirmou que Lula estaria estimulando o confronto com Donald Trump por interesse eleitoral, para adotar um discurso de defesa da soberania nacional.

