Em transmissão ao vivo na tarde desta segunda-feira (3), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu a urna eletrônica e demonstrou o funcionamento de cada componente do equipamento. A iniciativa ocorreu de forma inédita: foi a primeira vez que a urna foi aberta em uma live.
A ação faz parte da "Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação", que terá demonstrações sobre o uso da urna, palestras, exposições e ações de combate à desinformação. O objetivo da iniciativa desta segunda-feira foi informar os eleitores sobre segurança e transparência da urna.
O equipamento, que pesa 8,7 quilos, não tem qualquer conexão com a internet:
— Essa ausência de conexões Bluetooth, Wi-Fi, qualquer coisa sem fio, impede que qualquer um ataque a urna à distância. Mas ela também tem segurança o suficiente para que, mesmo aberta, se alguém tentar atacar, não vai conseguir adulterar nada, nem colocar nenhum outro sistema, nem alterar votos, nem nada — explicou o coordenador de tecnologia eleitoral do TSE, Rafael Azevedo.
Dividida em dois terminais — do eleitor e do mesário — a urna é transportada em uma embalagem de papelão e tem uma reserva de energia que pode suportar até 10 horas sem estar conectada na luz.
— Aqui (na impressora) sai a impressão da zerésima (extrato em papel) do boletim de urna. A zerésima mostra que a urna não tem votos antes da votação e o boletim de urna vai mostrar quantos votos o candidato recebeu. Isso já é publicado lá na seção eleitoral. Isso é muito importante para a auditoria depois, porque cada cidadão pode verificar o que está fixado lá e verificar se é o que chegou na Justiça Eleitoral — disse o coordenador, mostrando a parte de trás da urna.
O coordenador de tecnologia eleitoral destacou ainda que o equipamento funciona como um "castelo de cartas", ou seja, é uma estrutura frágil e que não permite intervenções:
— A filosofia da urna é como se fosse um castelo de cartas, qualquer tipo de adulteração vai fazer com que ela pare. E nem a gente, da Justiça Eleitoral, vai conseguir fazê-la funcionar. Porque ela só obedece aos sistemas internos da urna, e esses sistemas internos são lacrados diante dos partidos — completou Azevedo.

Eleições em outubro
O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
