
Wilson Grassi Junior, 56 anos, é o candidato do partido Democrata à Presidência da República nas eleições de 2026.
Junior atua na política desde 2006, quando concorreu a deputado estadual pelo Estado de São Paulo pelo PFL — antigo Partido da Frente Liberal, que hoje é o partido Democratas.
Em 2022, ele voltou às urnas ao disputar como deputado federal pelo Partido Verde (PV), e em 2024 como vereador pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).
Natural de São Paulo (SP), o candidato é médico veterinário de formação, e também é escritor, cantor e empresário.
Em 2015, Grassi participou da criação do primeiro hospital público para cães e gatos do Brasil, como conselheiro da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo (ANCLIVEPA-SP), no município de Tatuapé.
A vice de Wilson Grassi Junior é a presidente do partido Democrata, Suêd Haidar Nogueira.
Plano de governo
O plano de governo de Wilson Grassi, intitulado "Brasil em Primeiro Lugar", está organizado em três partes, com 14 eixos que exibem as propostas. Os eixos estão apresentados sob o Método D35 e "saem de cinco verbos": desburocratizar, desonerar, digitalizar, democratizar e desenvolver. Os eixos são:
- Reforma tributária: o Imposto Único Federal: propõe substituir diversos tributos federais por um imposto automático sobre movimentações financeiras no débito e crédito
- Trabalho, emprego e renda: foca em zerar o custo tributário de contratar, extinguindo a contribuição patronal sobre a folha de pagamento
- Segurança pública: prioriza o isolamento do comando das facções em presídios federais de segurança máxima e a "asfixia" financeira do crime através da união entre a unidade de inteligência financeira, a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público
- Saúde Única: integra a saúde humana, animal e ambiental para prevenir doenças que podem ser transmitidas entre animais e pessoas (zoonoses) e reduzir custos no Sistema Único de Saúde (SUS). Propõe a inclusão de médicos veterinários nas equipes municipais de vigilância
- Proteção e direitos animais: planeja investir na capacidade das instituições brasileiras para atuação na fiscalização de maus-tratos. Implementa a Política de Acolhimento e Manejo de Animais Resgatados (Amar) para acolhimento de animais em desastres
- Agropecuária, sanidade e comércio exterior: trata o bem-estar animal como "vantagem competitiva" do Brasil. Propõe antecipar o cronograma de rastreabilidade individual do rebanho para atender exigências de mercados internacionais
- Saúde: atenção primária e o fim da fila: propõe a criação de uma fila nacional única e pública para cirurgias e exames, permitindo que o paciente consulte sua própria posição no sistema
- Educação e formação: vincula o apoio federal aos municípios aos resultados reais de alfabetização. A principal proposta é a PEC da Pesquisa, que transforma pesquisadores bolsistas em servidores públicos de carreira para evitar a "fuga de cérebros"
- Esporte: formar atletas, não só premiar medalha: cria a Bolsa Direta ao Atleta
- Habitação: casa própria onde a pessoa escolhe morar: introduz a portabilidade do aluguel, permitindo que o histórico de pagamentos sirva como comprovação de renda para financiamentos
- Estado digital, desburocratização e transparência: exige a interoperabilidade obrigatória das bases de dados federais pelo Cadastro de Pessoa Física (CPF) proibindo que o Estado peça ao cidadão documentos que já possui
- Infraestrutura, energia e meio ambiente: lança o Programa Brasil nos Trilhos, priorizando ferrovias para escoamento de safras. Defende a regulamentação da mineração em terra indígena, condicionada ao consentimento da comunidade e participação direta nos lucros
- Defesa nacional e guerra ao crime organizado: defende um piso constitucional de 2% do PIB para o setor da defesa, com 35% desse valor obrigatoriamente destinado à modernização. Estabelece que o soldo militar base não pode ser inferior ao salário mínimo nacional
- Pacto institucional e superação da polarização: afirma o compromisso de governar sem fabricar inimigos internos, com uma "agenda legislativa pública e priorizada, com no máximo cinco projetos declarados como prioridade por semestre"



