
Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado pelo partido Rede Sustentabilidade, disse ter sido alvo de uma tentativa de agressão durante a caminhada com mulheres que ocorreu no centro da capital paulista nesta segunda-feira (17). O evento foi o primeiro ato de campanha de Fernando Haddad, candidato ao governo do Estado pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
— Uma pessoa que eu não sei quem é e não quis se identificar se atirou na minha frente com agressividade. Era um homem com gestual muito agressivo, eles estão fazendo isso o tempo todo com o Haddad e agora fizeram comigo. Eu espero e trabalharei muito pra que sejam casos isolados — afirmou Marina a jornalistas.
A caminhada iniciou na Praça da República e os candidatos foram até a frente do Theatro Municipal. Durante o percurso, Marina passou mal e foi retirada da aglomeração por sua equipe. Foi nesse momento em que um homem abordou Marina e agarrou ela pelo ombro.
O homem foi cercado pela aglomeração, houve discussão, e ele foi embora sem ser identificado. Marina foi acolhida em um comércio local antes de retornar à caminhada.
Em seu discurso no trio elétrico, Marina disse que sofreu um acidente há seis meses e lesionou a coluna. Por isso, ela não pode realizar muito esforço, inclusive caminhadas longas.
O evento da caminhada também contou com a presença da candidata ao Senado Simone Tebet (PSB), do candidato a vice-governador Márcio França (PSB) e da deputada federal Erika Hilton (PSOL).
Discurso de Haddad e Tebet
Durante sua fala, Fernando Haddad citou a tentativa de agressão sofrida por Marina Silva e afirmou que o ato é um reflexo do aumento da "intolerância" no Brasil, promovida pela "extrema direita".
— Essa intolerância aumentou muito por causa dessa extrema direita que não respeita a diferença, não respeita o outro. Como a Marina, que não conseguiu fazer uma caminhada de 300 metros porque tinha alguém da extrema direita para tentar impedi-la — afirmou Haddad.
A candidata Simone Tebet também citou o episódio sofrido por Marina e ressaltou o fato de a agressão ter ocorrido contra uma candidata:
— Poderia ter sido com Haddad. Por que não foi com Haddad? Por que não foi com o candidato a deputado estadual e deputado federal? Porque foi com uma mulher. Então é sempre assim, é uma mulher.
