
O Partido Social Democrático (PSD) oficializou, na manhã deste domingo (26), a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República.
Em convenção na sede do partido, em São Paulo, também foi confirmado que o ex-governador de Goiás terá como candidato a vice Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. A chapa pura havia sido anunciada no início de julho.
Após a confirmação dos nomes, Caiado concedeu uma entrevista coletiva, em que classificou a próxima eleição como "a mais importante da história do país":
— É uma alegria ímpar, um desafio enorme e uma responsabilidade maior ainda — declarou.
O pré-candidato se apresentou como "um homem que não tem nada a esconder e muito para mostrar", além de alguém que não entra em "brigas inúteis".
— O atual presidente quer de toda maneira provocar o presidente dos Estados Unidos. Do outro lado, as mesmas agressões acontecendo, insultando autoridades, no sentido de desviar dos assuntos dos quais deveria prestar esclarecimentos — afirmou Caiado.
Ele também prometeu maior rigor na legislação penal contra agressores de mulheres, estupradores e pedófilos e fez elogios a Kassab, seu pré-candidato a vice.
Após a convenção e a entrevista coletiva, os integrantes da chapa e demais aliados se direcionaram a um ato público em tom comemorativo no centro de São Paulo. Militantes portando adesivos e bandeiras de candidatos já estavam posicionados em frente ao palco desde as primeiras horas da manhã.
Quem é Ronaldo Caiado
Natural de Anápolis (GO), Ronaldo Caiado, 76 anos, consolidou a trajetória pública como um dos nomes da direita em defesa da agricultura e da pecuária.
Médico, com graduação e mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), se especializou em cirurgia de coluna vertebral em Paris, na França. Também atuou como produtor rural e auxiliar de ensino no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UFRJ.
Com a vida política feita em Goiás, ele foi o primeiro governador do Estado eleito e reeleito em primeiro turno (2018 e 2022).
No seu segundo mandato, Caiado foi oficializado pelo PSD como o nome da legenda para a disputa presidencial de 2026. Deixou o cargo e o transferiu a Daniel Vilela após ser anunciado como pré-candidato, em março.

