
O Partido Novo oficializou nesta segunda-feira (27) a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República, em convenção nacional em Brasília (DF). O vice-presidente da chapa ainda não foi definido.
O evento ocorreu de forma híbrida, com Zema e o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, participando presencialmente, enquanto os demais dirigentes acompanharam de forma remota.
Até agora, o Novo não firmou apoio com nenhum partido. No último sábado (25), o pré-candidato disse que pretende se reunir com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e confirmou que o nome dele está entre os cogitados para compor a chapa presidencial.
Zema deixou em aberto o prazo para a definição, que deve ocorrer até o dia 5 de agosto, quando as candidaturas têm de ser registradas no TSE.
Em publicação nas redes sociais, o pré-candidato afirmou que será o primeiro presidente empreendedor da história do país e disse ter "a credibilidade e a experiência que o Brasil precisa para voltar a acreditar no futuro".
"Um Brasil livre da farra dos intocáveis. E ele só é possível com quem fala pouco e faz muito", acrescentou.
Convenção Nacional
Durante o evento de oficialização do título, Zema agradeceu aos colegas de partido e afirmou que reúne todas as credenciais para a vaga:
— Agradecer todos do Partido Novo aqui pela presença e também por endossarem unanimamente meu nome na convenção como pré-candidato e candidato à presidência da República e, como já foi dito aqui, eu me considero com todas as credenciais.
O pré-candidato apresentou série de propostas que pretende colocar em prática caso seja eleito presidente da República. Entre elas, afirmou que pretende acabar com o que chamou de "farra dos intocáveis", em referência às críticas direcionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a autoridades que, segundo ele, não seriam responsabilizadas por seus atos.
Também prometeu combater a corrupção e manter uma gestão sem favorecimento a parentes, aliados ou grupos políticos.
Na área da segurança pública, Zema defendeu classificar organizações criminosas como grupos terroristas e construir um superpresídio em uma área remota, "de preferência no meio da Amazônia", segundo ele.
Ele propõe abrigar líderes de facções neste superpresídio e mantê-los presos por longos períodos. Segundo ele, esses criminosos "vão mofar por pelo menos 25 anos".
Na área econômica e administrativa, o pré-candidato prometeu reduzir privilégios no setor público, citando medidas que afirma ter adotado durante sua gestão em Minas Gerais.
Quem é Romeu Zema
Natural de Araxá (MG), Romeu Zema é administrador de empresas formado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e construiu trajetória no setor privado antes de ingressar na política.
Governador de Minas Gerais por dois mandatos consecutivos, entre 2019 e 2026, ele aparece na última pesquisa Nexus com 3% da intenção de votos no primeiro turno.
Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, em abril, Zema defendeu corte de gastos por parte da gestão pública, com suspensão de contratações desnecessárias, além de uma nova reforma previdenciária e administrativa.


