
A convenção estadual da federação PSDB-Cidadania homologou, nesta quinta-feira (30), a candidatura de Marcelo Maranata para o Palácio Piratini. Ex-prefeito de Guaíba por dois mandatos, Maranata concorrerá pela primeira vez ao governo do Rio Grande do Sul e terá o ex-deputado federal Cláudio Diaz como vice na chapa. Tanto Maranata quanto Diaz são do PSDB.
O ato aconteceu no Plenário Otávio Rocha, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, que teve as galerias lotadas pela militância e pelos tons de azul, amarelo e branco, cores predominantes no tucanato.
Vestindo camisa branca, Maranata discursou por cerca de nove minutos, destacando a gestão na enchente e a aprovação popular em Guaíba.
— Essa é a eleição mais importante da nossa vida. Enfrentamos os maiores desafios da nossa história no município de Guaíba e na Região Metropolitana. Vamos vencer sem largar a mão de ninguém. O Rio Grande precisa do PSDB — discursou Maranata.
Ele emendou estrofes do hino do Rio Grande do Sul e brados de "eu acredito", em convocação à militância para que sejam superados durante a campanha os índices de intenção de voto alcançados até o momento nas pesquisas.
— Muito mais difícil do que ganhar a eleição será governar o Estado. O Maranata tem dentro dele a aptidão de gostar de servir e de dialogar. É uma noite histórica e o jogo está começando agora — afirmou Diaz, candidato a vice, que destacou contribuições ao país do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), como a estabilização da moeda.
Discursos exaltam reconstrução da legenda
O PSDB venceu três eleições para o governo do Rio Grande do Sul: em 2006 com Yeda Crusius e em 2018 e 2022, com Eduardo Leite. O momento, contudo, é de reconstrução da legenda, o que permeou diversos discursos na convenção. Será a primeira eleição do PSDB gaúcho depois da saída de Leite, que migrou para o PSD em maio de 2025, levando consigo outras lideranças que deixaram o ninho tucano.
A manifestação do presidente estadual do PSDB, Moisés Barboza, foi recheada de recados aos egressos. Ele disse que o partido é coerente e não se aliou nem ao lulismo nem ao bolsonarismo.
— O PSDB é oposição ao lulopetismo muito antes de existir bolsonarismo, mas sem ser vil, sem ser baixo, sem ser escroto. Oposição programática. O PSDB tem um legado que alguns abandonaram. Aqui ninguém se vende — afirmou Barboza, que classificou Maranata como a “única candidatura que representa algo novo e de esperança para o povo gaúcho”.
As lideranças que se alternaram no microfone exaltaram majoritariamente a gestão de Yeda.
A convenção também homologou as candidaturas do comunicador Milton Cardoso (PSDB) e de Renato Jaguarão (Cidadania) para o Senado. PSDB e Cidadania concorrem juntos em federação, sem outras siglas aliadas na eleição majoritária.
O PSDB e o Cidadania ainda confirmaram nominata com 46 candidatos a deputado estadual e 32 a federal. Barboza afirmou que ajustes na composição dos postulantes à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal ainda devem ser feitos antes do registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS).



