
O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) não será candidato à Presidência da República, segundo confirmado pelo Partido Social da Democracia Brasileira (PSDB) nesta quinta-feira (9). Na quarta (8), Neves afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que não concorrerá ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro.
O PSDB não informou as razões que motivaram a decisão de Aécio. O partido ainda afirmou ao g1 que não terá um candidato à Presidência em 2026.
A pré-candidatura de Aécio Neves foi proposta em maio de 2026 pelo Partido Cidadania, em conjunto com o PSDB e Solidariedade. Aécio recebeu apoio do diretório do PSDB de São Paulo e de Ciro Gomes, que lançou sua pré-candidatura ao governo do Ceará pelo PSDB.
Quem é Aécio Neves
Aécio Neves da Cunha entrou na política aos 19 anos, ainda no Rio de Janeiro, quando passou a atuar como secretário de gabinete parlamentar no mandato do pai, Aécio Ferreira da Cunha, na Câmara dos Deputados.
Aos 21 anos, Aécio Neves foi convocado, em 1981, por Tancredo Neves para acompanhá-lo na campanha ao governo de Minas Gerais. Ao lado do avô, Aécio virou secretário particular do governador eleito pelo PMDB, em 1982. Ao mesmo tempo, dedicou-se a concluir a faculdade de Economia.
Em janeiro de 1985, acompanhou Tancredo Neves na campanha à Presidência. Com a morte do avô, Aécio perdeu a maior referência na carreira política. Superado o luto, Sarney ofereceu um cargo na direção da Caixa Econômica Federal ao jovem mineiro. Menos de um ano depois, Aécio deixou o posto para estrear nas urnas.
Aécio assumiu uma vaga de deputado federal pelo PMDB e participou da Assembleia Constituinte. Foi reeleito para mais três mandatos consecutivos e, em 2001, aos 41 anos, foi presidente da Casa.
Em 2002, Aécio decidiu entrar na briga pelo governo de Minas e venceu no primeiro turno. Quatro anos depois, repetiu o feito, com 77% dos votos válidos. Após o insucesso de José Serra nas eleições presidenciais, o nome de Aécio cresceu. Em 2013, ele foi eleito presidente nacional do PSDB e passou a costurar os apoios para concorrer ao Palácio do Planalto.
"A Presidência da República não é desejo, mas destino", comentava com aliados, dando a entender que, mais cedo ou mais tarde, ocuparia o cargo. Não deu certo: em 2014, acabou com 48,36% dos votos, enquanto Dilma Rousseff obteve 51,64%.


