O terreno no bairro Sanvitto, onde inicialmente seria instalada a policlínica de Caxias do Sul, vai sediar outro projeto da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). No espaço, será construída uma usina fotovoltaica para geração de energia para os prédios da pasta. A informação foi confirmada pelo secretário Rafael Bueno dias após o prefeito Adiló Didomenico anunciar o arquivamento do projeto da policlínica por indisponibilidade financeira.
Conforme Bueno, a instalação da usina não terá grande reflexo nas contas do município. Isso porque a secretaria foi selecionada por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Essa é uma política pública regulada pela Aneel e que obriga as distribuidoras de energia, como a CPFL/RGE, a investir parte da receita em projetos voltados à redução de desperdício energético. Entre as aplicações está justamente a instalação desse modelo de usina fotovoltaica, com a qual a Secretaria da Saúde será beneficiada.
— A média de custo de energia para os mais de 70 prédios da Saúde é de R$ 180 mil a R$ 200 mil por mês. Não podemos desligar uma geladeira com as vacinas ou a luz que se usa para atender as pessoas. Então, em março cadastrei a secretaria no Programa de Eficiência Energética e fomos contemplados. Agora vamos zerar a conta de luz da Saúde — detalha Bueno.
Segundo ele, o sistema de 750 quilowatts será usado para gerar energia durante o dia. Essa energia é encaminhada para a rede distribuidora e gera créditos que são usados para abater o consumo dos prédios da Secretaria da Saúde.
O custo do projeto é de R$ 5 milhões e terá como única contrapartida do município a terraplanagem do espaço no bairro Sanvitto. Bueno salienta que a pasta do Meio Ambiente trabalha na licença para a derrubada de eucaliptos que estão no terreno.
Em paralelo, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) está avaliando o termo de cooperação com a CPFL/RGE. Assim que o documento for assinado, a concessionária iniciará a instalação da usina. A previsão é de que o sistema entre em operação ainda neste ano.
Valor poupado será reinvestido em UBSs
Desde que o município foi contemplado no Programa de Eficiência Energética, vários locais foram avaliados para receber a usina. A escolha pelo terreno no bairro Sanvitto foi uma indicação da própria CPFL/RGE.
— A poucos metros dali tem uma subestação da RGE, que pode receber essa energia. Esse foi um ponto argumentado pela concessionária que torna essa área o local ideal — explica o secretário.
Conforme Bueno, a instalação da usina no terreno não significa o fim do projeto da policlínica. Isso porque o prefeito Adiló e a deputada federal Denise Pessoa estão articulando junto ao Governo Federal a a prorrogação do prazo do projeto para além do período eleitoral. A informação também foi confirmada pela assessoria da deputada.
Com os R$ 200 mil mensais que a pasta deixará de gastar com energia, Bueno projeta investimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade. Manutenções pendentes, como troca de rede elétrica e pintura, estão entre as prioridades elencadas por ele.
O titular da SMS também adiantou que um pacote de obras, viabilizadas por emendas parlamentares, será anunciado nas próximas semanas. Ao menos seis UBSs serão contempladas.
Repaginação de equipamentos
Além da usina fotovoltaica, a Secretaria da Saúde também receberá da CPFL/RGE novos aparelhos de ar-condicionado e 1,2 mil lâmpadas de LED para a substituição em todos os prédios da pasta.
Atualmente, a equipe trabalha no levantamento de todos os equipamentos antigos que a secretaria possui para que sejam entregues à concessionária e substituídos por modelos novos.


