
O pré-candidato ao Piratini Marcelo Maranata (PSDB) foi o convidado da reunião-almoço (RA) da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias (CIC), nesta segunda-feira (22). O tucano apresentou propostas para o RS.
No início da agenda, o presidente da CIC, Ubiratã Rezler, entregou um documento com a agenda estratégica do setor produtivo da Serra. Dentre as demandas elencadas, estão a duplicação de trechos concedidos de rodovias, melhorias na Rota do Sol, o avanço dos projetos do porto no Litoral Norte e do aeroporto de Vila Oliva.
Maranata se apresentou aos empresários caxienses e destacou a trajetória até chegar ao cargo de prefeito de Guaíba: ele é empresário e ex-presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas e do Sindilojas de Guaíba. Sobre a prefeitura, destacou os avanços em educação, saúde, desenvolvimento econômico e a atuação nas enchentes no RS.
— Há investimentos que devem ser feitos. Estamos diante de mais um grande problema, sem direito de errar. É uma eleição desafiadora — comenta.
Disse que a cada ano, 50 mil gaúchos vão embora do Estado em busca de oportunidades, e esse é um dos desafios.
— Os jovens estão indo embora. O passo mais importante para a gente voltar a crescer é o desenvolvimento econômico. Não tem eixo mais importante — complementa.
Nesse sentido, Maranata defende a desburocratização de processos para abertura de empresas. Para Maranata, é preciso tornar o Estado atrativo a quem quer empreender.
O pré-candidato criticou a polarização entre direita e esquerda e disse ter capacidade de diálogo tanto com Lula (PT) quanto com o ex-presidente Bolsonaro (PL). Confira abaixo algumas propostas apresentadas durante a RA CIC Caxias:
Pedágios
Afirma que é contra tarifas abusivas. Apresentou dados a respeito de Guaíba, que possuía três praças de pedágio ao redor do município e, após a retirada, diz ter atraído 27 novos empreendimentos imobiliários para a cidade.
— O empresário também faz essa conta da tarifa abusiva. Ele não tem problema de pagar um valor adequado — diz.
Banrisul
Afirma que não possui planos de vender ou privatizar o Banrisul.
Empreendedorismo
Quer fomentar o empreendedorismo a partir da qualificação. Diz que vai criar 2 mil escolas de empreendedor.
— Nós temos que ensinar as pessoas a resolver o problema. Enquanto as pessoas não souberem resolver o problema, não vão crescer. Precisa entender que tem que fazer um plano de negócio, encontrar um ponto de equilíbrio. Aprender a colocar preços — diz.
Agricultura
Quer que o Estado deixe de vender a produção como commodity e passe a vendê-la como produto.
— A partir do trigo, produzimos o etanol e também podemos produzir o etanol a partir do arroz, que é tão eficiente quanto o do milho, e que produz quatro vezes mais do que à cana-de-açúcar. Tem um potencial gigante para desenvolver esta região do Estado (Sul), dando mais uma alternativa para o agricultor. É fazer com que o agro, que é 40% da nossa produção, faça transformação — explica.
Saúde
Apresentou a proposta de criação do primeiro cluster brasileiro do setor, unindo hospitais, universidades, centros de pesquisa, diagnóstico e empresas de tecnologia. A ideia é tornar o Rio Grande do Sul referência nacional em inovação e turismo de saúde. A proposta também busca desenvolver novos serviços, tecnologias e negócios.




