Em agenda prévia à abertura da Festa da Uva, na tarde desta quinta-feira (19), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, se reuniu com lideranças empresariais do setor vitivinícola e industrial no Hotel Intercity, em Caxias do Sul. Participaram do encontro o prefeito Adiló Didomenico, parlamentares da região e representantes da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra) e da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC).
Alckmin, que também é presidente em exercício em virtude da viagem de Lula à Ásia, chegou ao hotel acompanhado da esposa, Lu Alckmin, de outras autoridades, como a deputada federal Denise Pessôa (PT) e o deputado estadual Pepe Vargas (PT).
A CIC, representada pelo presidente da entidade, Ubiratã Rezler, entregou dois documentos ao presidente. O primeiro reúne pautas prioritárias do setor produtivo regional, com foco em reforma tributária com redução de carga, inserção do Brasil em mercados globais, estímulo à competitividade, segurança jurídica, qualificação de mão de obra e investimentos em infraestrutura, como o novo Aeroporto da Serra Gaúcha, o Porto Meridional e melhorias na BR-116
O segundo manifesta preocupação com a proposta de redução da jornada semanal de 44 horas, argumentando que a medida "pode elevar custos, reduzir a competitividade e impactar emprego, PIB e arrecadação", defendendo que eventuais mudanças ocorram após amplo debate.
Já o setor vitivinícola reuniu pleitos considerados estruturantes para a competitividade e o desenvolvimento sustentável da vitivinicultura. Entre os principais pontos, o setor defende que a regulamentação do Imposto Seletivo preserve a competitividade de vinhos e espumantes nacionais, evitando aumento excessivo de carga tributária. Também pede medidas de adaptação diante do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, com instrumentos que garantam equilíbrio frente à concorrência externa.
O documento cobra ainda reforço no combate ao contrabando e à falsificação, atualização das regras de crédito rural no Plano Safra 2026/2027 — com ampliação de limites no Pronaf — e a construção de uma política nacional de valorização do vinho brasileiro, incluindo estímulos ao mercado de suco de uva.




