
O corretor de imóveis Givago Lourenço de Oliveira, 44 anos, condenado a 28 anos e nove meses de prisão por crimes sexuais contra mulheres em Caxias do Sul, teve a sentença contestada pela defesa. O recurso de apelação foi apresentado em 14 de agosto, após o julgamento pelo Tribunal do Júri, e os autos foram remetidos nesta segunda-feira (14) da 3ª Vara Criminal de Caxias do Sul ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), onde a apelação será analisada.
Oliveira foi condenado a 27 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado, e a um ano e três meses de detenção, em regime inicial aberto, além do pagamento de 35 dias-multa. A pena de reclusão deve ser cumprida primeiro. O julgamento ocorreu em agosto e considerou Oliveira culpado por quatro crimes: três estupros e posse irregular de arma de fogo. Ele já estava preso enquanto aguardava o julgamento.
Segundo a investigação da Polícia Civil, os casos aconteceram em um intervalo de sete meses e, em comum, havia a abordagem às vítimas na Avenida Júlio de Castilhos. As mulheres relataram que embarcaram em um automóvel branco e que, pouco depois, já dentro do veículo, Oliveira sacava uma arma, fazia ameaças e cometia os abusos.
A primeira vítima a procurar a polícia foi uma garota de programa abordada próximo ao Parque Cinquentenário. Segundo o depoimento, o combinado era ir a um motel, mas, em um local desconhecido, Oliveira teria parado o automóvel e abusado sexualmente da mulher. Ela relatou à polícia conhecer ao menos outras duas vítimas que também teriam sido violentadas pelo homem, mas que não haviam registrado ocorrência.
Em um dos crimes que motivaram a condenação, uma jovem de 18 anos contou que conversava com garotas de programa na Avenida Júlio de Castilhos após ingerir bebida alcoólica. Segundo o depoimento, ela foi incentivada a também realizar programas e, por impulso, aceitou embarcar no automóvel de Oliveira, que passava pelo local naquele momento. A jovem relatou ter sido abusada duas vezes, em locais diferentes, até conseguir fugir e se esconder em uma área de mato no bairro Nossa Senhora do Rosário.
Apesar da condenação em primeiro grau, ainda não há decisão definitiva sobre o caso. A apelação apresentada pela defesa será analisada pelo TJRS.
A reportagem procurou a defesa de Oliveira para ouvir a posição do réu sobre a condenação e o recurso, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.

