
A Polícia Civil confirmou que um fragmento de osso foi encontrado na manhã desta quarta-feira (29), no local onde estaria o corpo de Luciano Boeira Melos, o caminhoneiro de 27 anos desaparecido há três anos, em Bom Jesus.
A operação se iniciou pela manhã, com um grupo de policiais e peritos do Instituo Geral de Perícias (IGP). O local onde o osso foi encontrado foi indicado por Felipe Silveira Noronha, réu confesso do assassinato de Luciano.
O local fica em uma propriedade rural, a cerca de 30 minutos do centro de Bom Jesus. O osso deverá passar por perícia para confirmar se trata-se de restos mortais de Luciano. Durante a tarde, o corpo de bombeiros também deve realizar buscas no mesmo ponto na tentativa de localizar mais material.
Na noite da terça-feira (28), durante o tribunal do júri, Felipe confessou o crime e concedeu a localização do corpo aos promotores e à juíza que conduz o julgamento. A portas fechadas, sem a presença do público, ele indicou em um mapa onde escondeu o corpo do caminhoneiro.
Trata-se de um local próximo a uma cachoeira, a cerca de três quilômetros de distância da propriedade onde Felipe vivia com a companheira Fabiana.
Relembre o caso
No dia 26 de julho de 2023, Luciano Boeira Melos teria arrumado a casa onde morava, na localidade de Hortêncio Dutra, ao lado da residência da mãe, Elisete Boeira. Com a faxina, o caminhoneiro parecia estar esperando alguém. Conforme a família, um comerciante revelou que, naquele dia, ele teria comprado um edredom e dois travesseiros e feito questão de que os itens fossem entregues naquela quarta.
No fim do dia, o caminhoneiro teria pedido para a mãe preparar o jantar e já havia guardado a moto na garagem. Enquanto Elisete dobrava roupas e aguardava o jantar ficar pronto, ouviu o filho sair de moto, sem dizer para onde ia. A mãe diz ter sentido um aperto no peito na mesma hora e começado a enviar mensagens e fazer ligações para o filho, pedindo que ele voltasse para casa.
Às 19h40min, o caminhoneiro enviou uma mensagem para a mãe dizendo que tinha ido à cidade. Para o irmão, Lucas Silva, Luciano revelou ter ido encontrar com a mulher, na localidade de Caraúno. Esses foram os últimos contatos feitos com a família. Desde então, ele nunca mais foi visto.
Segundo a investigação da Polícia Civil e a denúncia do Ministério Público, a morte do caminhoneiro teria sido previamente combinada em 25 de julho, um dia antes do desaparecimento. Após descobrirem o relacionamento extraconjugal de Fabiana com Luciano, Felipe e José Balduíno, respectivamente marido e pai da mulher, teriam combinado que ela seria perdoada desde que o caminhoneiro fosse morto.
No dia 26, Fabiana, que teria concordado com o plano, teria enviado uma mensagem para Luciano pelo Facebook marcando o encontro para resolver o futuro do relacionamento. No local, ela estaria acompanhada de Felipe, Flávio e José. Conforme a denúncia, Luciano teria sido morto por motivo torpe (a traição) e sem poder se defender.

