
Leandro Fusari, 44 anos, foi condenado a 17 anos e oito meses de prisão pela morte de Rui das Merces Alcântara Fontes, 36. O crime aconteceu no dia 19 de dezembro de 2024 e chamou atenção por ocorrer à luz do dia, na Praça Bartholomeu Tacchini, no centro de Bento Gonçalves. O julgamento foi realizado nesta quinta-feira (11).
Conforme a denúncia do Ministério Público (MP), Fusari estava urinando na praça quando a família de Fontes presenciou a cena. Na sequência, então, se iniciou uma discussão, que culminou em um tapa dado pela vítima em Fusari.
Ainda conforme a denúncia, depois disso Fusari sacou um canivete e atingiu Fontes com 13 golpes na cabeça, no tórax e braços. Populares interviram e a vítima foi encaminhada para o hospital, onde permaneceu internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), até a morte, no mesmo dia em que o crime ocorreu.
Fusari foi condenado a 17 anos e quatro meses por homicídio qualificado, por motivo fútil, e quatro meses de detenção por ato obsceno. O réu está preso desde o dia do crime.
Conforme o advogado Vinicius Nunes Boniatti, a defesa deve recorrer da decisão. O representante de Fusari afirma que analisará o resultado "com maior calma e de forma técnica".
Já o promotor Gabriel Munhoz Capelani entende que a "decisão transmite uma mensagem clara de que esse tipo de violência não é tolerado pela sociedade":
— O Ministério Público entende que a condenação soberanamente proferida pelo Tribunal do Júri de Bento Gonçalves representa uma resposta justa e adequada a uma barbárie praticada em praça pública. Após ser advertido por estar urinando em frente a transeuntes, inclusive na presença de uma criança, o acusado reagiu de forma violenta e matou o pai da menina com 13 facadas. Os jurados reconheceram corretamente as qualificadoras do motivo fútil e do recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi atacada quando já se encontrava caída ao chão.




