
Roseli Vanda Pires Albuquerque, 47 anos, foi morta na madrugada deste sábado (21), por volta das 3h30min, em Nova Prata. Segundo a delegada Liliane Pasternak Krann, a vítima do feminicídio, que foi vereadora e, na última eleição, foi candidata a vice-prefeita pelo PSD em chapa encabeçada por Volnei Minozzo, foi estrangulada e encontrada no apartamento onde morava. O suspeito é o ex-marido dela, Ari Albuquerque, 48, com quem foi casada por 28 anos, que também foi encontrado morto no mesmo local.
Roseli era natural de Paraí e também atuou como assessora parlamentar do deputado federal Danrlei; atualmente era diretora da secretaria de Esporte e Lazer do Estado do RS. Ela deixa um filho.

Ainda segunda a delegada, Roseli não tinha medida protetiva contra o ex-marido, de quem estava separada há seis meses. No entanto, em 2017, registrou um boletim de ocorrência na polícia contra Ari por violência doméstica, alegando lesões corporais graves.
No momento do crime, ela estava em casa com o filho de 26 anos, que estava dormindo.
— Antes de ser morta, ela tentou ligar para a mãe e mandou uma mensagem pelo celular, dizendo "vem aqui". Mais tarde, a mãe recebeu uma ligação do celular do suspeito, mas também não atendeu porque estava dormindo. Quando acordou, viu as chamadas e foi até o apartamento. Encontrou os dois corpos e chamou a polícia — explica a delegada.
Na manhã deste sábado, vizinhos de Roseli, que morava em um apartamento em um prédio na Avenida Presidente Vargas, no centro de Nova Prata, estavam abalados e não quiseram falar sobre o ocorrido.
A prefeitura de Nova Prata decretou três dias de luto pela morte de Roseli. O velório deve começar ainda neste sábado na Câmara de Vereadores da cidade.
A deputada estadual Delegada Nadine conheceu Roseli na política e se tornou amiga. Emocionada, lembra com carinho dela:
— Roseli era uma mulher extremamente forte, uma mulher aguerrida, uma mulher que sempre nos representou por toda a garra, por toda a força que ela teve, não só nas questões políticas, mas como mãe, como mulher.
Nadine afirma que é preciso falar sobre os homens que estão matando as mulheres. Somente em 2026 o Estado já registrou 16 feminicídios.
— Nós precisamos falar sobre os homens. A Roseli era uma mulher extremamente intelectualizada, tinha todas as condições para procurar ajuda, mas não acreditava que isso seria possível de acontecer. E eu acho que aí está o grande risco, o grande perigo. Qualquer uma de nós pode ser vítima de feminicídio. Quem são esses homens que estão matando? Por que esses homens não estão procurando ajuda ou não estão sendo ajudados também? Isso é extremamente importante nesse caso também.


