Quatro pessoas foram denunciadas à Justiça por um caso envolvendo agiotagem e cobranças de dívidas com violência em Caxias do Sul. Entre elas, de acordo com o Tribunal de Justiça do Estado, está Jessé Pedroso, 47 anos. Empresário do ramo imobiliário no município, o homem seria o suposto mandante dos crimes.
Conforme a investigação da Polícia Civil, existem provas de que o empresário ordenaria diretamente as agressões. O denunciado foi preso no início de janeiro, quando retornava de uma viagem a Gramado.
De Caxias e morador do bairro Panazzolo, conforme divulgado pela Polícia Civil, o denunciado tem antecedentes por lavagem de dinheiro e posse irregular de arma de fogo. Segundo a Justiça, nesta quinta-feira (22), ele segue preso.
Em perfil público nas redes sociais, Pedroso destaca a atuação com mais de 20 anos de experiência no mercado imobiliário. Entre anúncios de imóveis e dicas de negócios, o denunciado exibia situações como viagem a trabalho para São Paulo, como no QR Summit - voltado ao segmento - e confraternização com a equipe da imobiliária onde é sócio.
A denúncia
A denúncia acatada pela Justiça faz parte da Operação Omertá, da 1ª Delegacia de Polícia (1ª DP) de Caxias, que investiga crimes como sequestro, extorsão, tortura e incêndios criminosos. Os casos teriam como origem a agiotagem.
Conforme a operação coordenada pelo delegado Rodrigo Kegler Duarte, os crimes foram registrados em vídeos apreendidos durante a investigação.
Além de Pedroso, entre os denunciados estão um homem que auxiliaria em sequestro e filmagem da cobrança, e o outro que é apontado como executor das agressões.
Já o quarto denunciado é investigado como suspeito de ser um segundo mandante dos crimes. O papel do homem no esquema será analisado no processo. Ele responde em liberdade, uma vez que o pedido de prisão foi indeferido pela Justiça.
A defesa de Jessé Pedroso afirmou que "todo e qualquer esclarecimento será realizado tão somente no processo". Além disso, destaca que a atividade profissional do suspeito "não foi relacionada aos fatos e igualmente sequer restou envolvida pela Polícia Civil".
Denúncia feita em dezembro pelo Ministério Público
A denúncia do Ministério Público (MP), por meio da Promotoria de Caxias, foi feita em 12 de dezembro. Conforme o MP, o grupo é investigado pelos crimes de extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima, extorsão qualificada mediante sequestro, tortura e coautoria (nesse caso, os envolvidos devem responder pelos crimes praticados em conjunto).



