
A investigação feita pela delegacia de Garibaldi sobre o homicídio de Paulo Henrique da Silva Pereira, 26 anos, aponta que o responsável pelo crime é um jovem de 18, natural e morador da cidade. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (29), em um coletiva de imprensa realizada pelo delegado Clóvis Rodrigues de Souza.
O crime, que aconteceu na noite do dia 13 de janeiro, em uma residência na Rua Princesa Isabel, no bairro São Francisco, em Garibaldi, está relacionado com o tráfico de drogas, alegou o delegado.
Na ocasião, a casa em questão foi invadida, sendo que Pereira foi atingido por tiros. Além da vítima, estavam no local três crianças e a esposa da vítima, que está grávida.
— Esse crime ocorreu, como frequentemente ocorre nos crimes ligados ao tráfico de drogas, com demonstração de premeditação, frieza e crueldade — afirma o delegado.
Na última sexta-feira (23) a Brigada Militar prendeu duas pessoas em Garibaldi por tráfico de drogas. Um dos presos foi identificado pelo policiais como suspeito de ter cometido o crime contra Pereira.
Questionado pelos agentes, ele acabou confessando o crime. A arma usada no homicídio de Pereira estava com o jovem e foi apreendida. O jovem foi preso preventivamente na Penitenciária Estadual de Bento Gonçalves pelo crime de tráfico de drogas. Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil irá indiciá-lo por homicídio. O delegado antecipou que irá solicitar uma nova representação de prisão preventiva.
Também participaram da coletiva de imprensa a tenente coronel Karina Pires Soares, comandante do 43º BPM; o tenente Rodrigo Scherff; e a Secretária Municipal de Segurança e Mobilidade Urbana de Garibaldi, Luciane Baruffi.
Cenário de violência em Garibaldi é reflexo de disputas entre facções
Também durante a coletiva de imprensa, o delegado Clóvis Rodrigues de Souza abordou o panorama criminal de Garibaldi. Segundo ele, atualmente há três grupos que atuam no tráfico de drogas na cidade.
— Observa-se de alguns anos para cá o crescimento de disputas violentas entre esses grupos que, sempre de maneira violenta, procuram dominar território. O crescente número de homicídios reflete essa realidade — pontuou.
No entanto, o delegado frisou que nem todas as vítimas destes crimes são traficantes. Em diversos casos, as vítimas são usuários de drogas que, por não pagarem suas dívidas, são executados.
Ele acredita que o enfrentamento ao tráfico passa pelo acesso das famílias a informações sobre a dependência química; a discussão do tema no ambiente escolar, empresas e organizações sociais; e o fortalecimento de políticas públicas:
— Podemos afirmar que o número de usuários de drogas ilícitas em Garibaldi é expressivo e causa muitas preocupações. Protocolos de encaminhamento de dependentes químicos para comunidades terapêuticas, clínicas e serviços especializados são fundamentais.




