
A Polícia Civil remeteu à Justiça nesta quinta-feira (6) a investigação da morte do educador social David Júnior de Oliveira Alves, 39 anos. O crime aconteceu em 18 de outubro em uma casa de passagem de Caxias do Sul. O inquérito indicia um homem de 37 anos pelo assassinato.
De acordo com o delegado Raone Nogueira, titular da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Caxias do Sul, o suspeito foi indiciado por homicídio doloso qualificado, tanto por motivo fútil, em razão de vingança por desentendimento considerado de pequena importância, quanto por meio cruel, configurado pela forma que o suspeito teria assassinado o educador social.
O suspeito, de acordo com a Polícia Civil, continua preso. O homem foi preso em flagrante em 19 de outubro, mesmo dia em que o corpo da vítima foi encontrado. Depois, a prisão foi convertida em preventiva.
Conforme o delegado, mesmo que o inquérito tenha sido remetido, a investigação continua. A polícia aguarda a conclusão de laudos periciais realizados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). Assim que forem finalizados, também serão encaminhados à Justiça.
O crime
Alves foi visto pela última vez na manhã de 18 de outubro, um sábado, quando trabalhava no Núcleo de Olhar Solidário (Nós), no bairro Pio X — local em que o crime aconteceu. Ele estava no horário de intervalo e não retornou às funções, o que chamou a atenção dos colegas e deu início às buscas no estabelecimento. O corpo foi encontrado quase 24 horas depois, na manhã do domingo, 19 de outubro, em um banheiro no terceiro andar do prédio. A vítima apresentava um corte profundo na lateral do pescoço e outro na mão.
Um homem de 37 anos, que pediu desligamento espontâneo do acolhimento depois do desaparecimento de Alves, foi preso em flagrante ainda no domingo pela Guarda Municipal, no bairro Primeiro de Maio, com manchas de sangue na roupa. O nome dele não foi divulgado.






