
Um educador social, identificado como David Júnior de Oliveira Alves, 39 anos, foi morto dentro de uma casa de passagem em Caxias do Sul. Segundo a Polícia Civil, o autor do crime seria um morador em situação de rua, de 37 anos, que estava acolhido no espaço. O fato ocorreu no sábado (18), mas o corpo do profissional só foi localizado na manhã deste domingo (19).
De acordo com o titular da Delegacia de Polícia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (Dphpp), Raone Nogueira, por volta das 10h15min deste domingo, as equipes foram acionadas após encontrarem o corpo de David em um dos cômodos do Núcleo de Olhar Solidário (NÓS), que fica localizado no bairro Pio X. O espaço foi inaugurado em junho, atendendo também os usuários da casa de passagem Carlos Miguel dos Santos, que foi desativada no mesmo período.
No local, o delegado explicou que David, desaparecido desde a manhã de sábado, estava com um corte profundo na lateral do pescoço e na mão, "condizente com lesão de defesa".
Com o início das investigações, a equipe da Dphpp identificou um suspeito pelo crime que seria um morador em situação de rua que estava acolhido no Núcleo de Olhar Solidário. Ele teria pedido desligamento do espaço logo após o desaparecimento de David, no início da tarde de sábado. Na sequência, com a informação da identidade do suspeito, a equipe da Guarda Municipal o localizou no bairro Primeiro de Maio com "possíveis manchas de sangue" nas roupas.
O homem que, de acordo com o delegado, possui antecedentes por crimes de roubo, estelionato e receptação, foi preso em flagrante por homicídio doloso e encaminhado para o sistema prisional. Segundo a polícia, o suspeito não tinha um bom relacionamento com a vítima e isso pode ter sido uma das causas do crime.
Nota da FAS
Conforme a Fundação de Assistência Social (FAS), o educador social David Júnior de Oliveira Alves era contratado da Mão Amiga e não servidor público. Veja a seguir a nota na íntegra:
"A Fundação de Assistência Social lamenta o ocorrido no espaço NÓS, que funciona em parceria com a Fundação Caxias e Mão Amiga, e informa que o funcionário em questão não era servidor. A FAS está à disposição das autoridades policiais para os devidos esclarecimentos sobre o fato ocorrido neste domingo".
Manifestações da Fundação Caxias e Associação Mão Amiga
Procurada pela reportagem, o presidente da Fundação Caxias, Euclides Sirena, preferiu não se manifestar, solicitando que a FAS fosse contactada.
Já a Associação Mão Amiga, através do frei Jaime Bettega, destacou que a entidade "só presta serviços" no espaço.
— Quem seleciona os moradores de rua para estarem no NÓS é o Pop Rua, que é da FAS — explicou o frei, indicando também que a FAS fosse procurada para os devidos esclarecimentos.




